Certo, vamos falar sobre amor próprio, e autoestima, e empoderamento…

Já faz tempo que pensava em escrever sobre isso, pois nos meus atendimentos percebo muitos problemas relacionados a amor próprio e autoestima (a falta deles) e então criei um pacote de terapias só para isso. Mas esse é um assunto muito amplo, pois cada um tem uma ideia do que seja autoestima, são diferentes pontos de vista conforme a idade, a classe social, o gênero, a educação… E o pior de tudo é que hoje, com o advento e propagação das redes sociais, amor próprio virou outra coisa e muita gente (principalmente adolescentes e crianças) estão achando que amor próprio é essa coisa. Mas não é, na verdade, é ao contrário!

Por que resolvi falar sobre isso agora? Dia desses “rolou” uma espécie de “corrente” (não achei palavra melhor) sobre amor próprio em uma rede social, onde tínhamos que postar três fotos nossas provando que temos amor próprio e marcar outras mulheres para fazerem o mesmo. Eu, inclusive, fui indicada por uma pessoa muito querida, mas não o fiz, porque sinceramente, achei aquilo tudo uma idiotice! Mas Tai, você vive falando em empoderamento feminino, em autoestima, que as pessoas precisam se amar, faz palestra para mulheres e achou essa prática uma idiotice, como assim?

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Explico: minha gente querida, todos os dias, ou quase todos, postamos fotos nossas em redes sociais; fizemos isso o tempo todo e isso não significa que temos amor próprio, isso tem outro nome, se chama exibicionismo. E lembrando que nem todo exibido tem autoestima, na maioria das vezes é justamente a falta dela que o faz ser exibido. Exibir-se significa precisar da atenção, do olhar do outro e quando você precisa da atenção do outro é porque você está dando mais importância para a opinião alheia do que a sua própria, e isso não é amor próprio! Amar-se meus queridos, não é ficar se achando bonita, se achando linda, se achando gostosa, ou a mais inteligente, a mais rica, a mais capaz, a mais diplomada, a mais heroína.. amar-se não é ficar detalhando todas as nossas qualidades o tempo todo. Amar-se é ter apreço por si mesma, independentemente de ser linda ou não, de usar maquiagem ou não, de ser dona de casa ou empresária, de ser casada à cinquenta anos ou de ser solteira aos quarenta. Amar-se é conhecer-se profundamente a ponto de saber quais são os defeitos que precisam ser mudados, usando as qualidades possuídas, para assim evoluir e se tornar melhor amanhã do que somos hoje. Amar-se é não se privar do que gostamos só porque os outros não gostam. Amar-se é não ter crenças limitantes a respeito das próprias escolhas e das escolhas alheias. Amar-se é ser livre de rótulos. Amar-se é não se deixar aniquilar pela opressão do mundo da beleza, da mídia, do show business. Amar-se é não aceitar a submissão em um relacionamento tóxico e doentio. Amar-se é não se deixar ser usada por outra pessoa, por medo de perdê-la e ficar sozinha. Amar-se é não ter medo de ficar sozinha, pois quando se ama, a própria companhia é uma coisa boa e não uma solidão.

Hoje vi outra “brincadeira” numa rede social onde postaram: “Qual a inicial do nome do seu amor verdadeiro”? Fiquei com vontade de comentar assim: Querida, a inicial deve ser a do seu próprio nome, pois o amor mais verdadeiro que existe deve ser o seu próprio. Mas pensei bem e resolvi não comentar, vim exorcizar meus demônios julgadores aqui (kkkkkk).

Certo, agora um outro assunto que está proliferando mundo a fora, principalmente na internet e que também está sendo distorcido porque as pessoas estão confundindo as coisas. E esse assunto tem a ver com o anterior: empoderamento feminino. Existe um certo preconceito com a palavra feminismo, então criou-se o termo empoderamento feminino (ou sagrado feminino como chamamos na espiritualidade) para que as pessoas “aceitem” melhor. O fato é que a maioria não sabe o que é feminismo, por isso o preconceito. E estão distorcendo esses outros dois termos também, e está virando uma grande confusão. Empoderar uma mulher significa trazer de volta sua autoestima, seu amor próprio, roubado a anos pela opressão, pelo machismo, pelas religiões, pela publicidade do mercado de moda e beleza que inseriu um padrão inalcançável pela maioria das pobres mortais, entre outras coisas. Veja bem, isso não significa acabar com os homens, ou fazê-los se tornar submissos a nós, ou tirá-los de circulação! Isso é a bobagem mais sem pé nem cabeça que podem divulgar por aí. Feminismo hoje é querer que a mulher tenha os mesmos direitos, as mesmas escolhas e as mesmas chances que os homens, simples assim! É ter a opção de querer se mãe ou não, de querer usar maquiagem ou não, de querer casar ou não, de querer ser mecânica ou esteticista e receber salários compatíveis com a função. Os homens nunca perceberam, mas a sociedade inteira sempre impôs o que uma mulher pode ou não fazer, mesmo de forma “natural”. A culpa do machismo imperar não é só dos homens, a culpa da existência do machismo é de 50% para homens e 50% para mulheres, me desculpem, mas é sim!!! E hoje aquelas que despertaram para uma nova realidade estão tendo o papel de mostrar isso às outras e então emponderá-las. A mudança minha gente, vai favorecer mulheres e homens, pois vai nascer uma nova perspectiva, um novo tipo de relacionamento, baseado em amor apenas, não em fantasias, dependências, obrigações. Só pode amar de verdade quem se ama antes.

Essa mudança deve iniciar muito cedo, pois a redes sociais, com esse exibicionismo todo, com essa exposição toda, está criando novas crenças limitantes. E trocar uma crença limitante por outra não é cura, é trocar uma prisão por outra! Se você decide não usar mais maquiagem para mostrar que está empoderada, mas fica julgando as que usam maquiagem, você não se empoderou. Você trocou uma limitação por outra e continua presa a rótulos. Por exemplo, esses tempos li histórias parecidas, em revistas famosas, sobre meninas que receberam bullying de meninos que gostavam, uma porque foi chamada de feia e outra porque foi chamada de gorda, ao invés de se suicidar como muitas estão fazendo, elas “deram a volta por cima”, uma se tornou uma menina linda, a outra emagreceu não quantos quilos, e a moral dessas histórias era que elas haviam “se vingado” dos possíveis namoradinhos. Elas lutaram e venceram o bullying, usando-o para se tornar melhores!!!!!!!!!!!!! Hã?? Traduzindo: eu usei o seu preconceito para provar que você estava certo, eu era feia/gorda, mas agora não sou mais, pois eu venci, eu sou melhor. Oi????

Desculpa, mas não vi nenhum empoderamento aí. A primeira etapa para o empoderamento é o retorno da autoestima e amar-se, como eu disse, não é só quando sou linda e magra. Tenho que me amar independentemente do meu peso, do meu tipo de cabelo, das minhas sardas, da minha celulite, do formato do meu nariz, do tamanho do meu peito… Se por acaso eu quiser mudar algo em mim, deve ser porque EU QUIZ. Se eu preciso emagrecer porque o outro riu de mim, então continuo sem amor próprio.

Acredito que amar-se é rir dos próprios defeitos e achar que meu dedão torto é meu charme. Se um dia resolver mudá-lo com cirurgia é pura e simplesmente porque cansei de ver ele torto, não porque um homem chegou pra mim e disse: Querida, amo você, mas esse seu dedão, sei não; muda ele por favor! Prefiro olhar pra ele e dizer: Ok, então vou achar um homem que tenha um dedão torto como o meu e assim seremos felizes de verdade com nossos dedões! Tchau!

Querer ser melhor não é errado, claro que não. Mas essa escolha deve partir de nós, principalmente quando estamos falando de estética. Ser uma pessoa mentirosa, mau caráter, corrupta, manipuladora, assassina, isso sim são defeitos que devem ser incentivados pela sociedade a serem mudados, pois afeta ao próximo diretamente, causando mau a muitos. Mas aquilo que diz respeito a cada um de nós, não tem que ser imposto por ninguém. E isso sempre aconteceu com as mulheres, por isso estamos querendo que mude.

Hoje, assistindo a um programa na televisão, onde falaram rapidamente sobre feminismo e machismo, sobre romantismo mais especificamente, inclusive com a presença do grande Mário Sérgio Cortella, entrevistaram várias mulheres na rua e uma delas falou o seguinte (quase surtei!): Tem que ser um pouco romântica, porque se você é segura demais, se você é autossuficiente demais acaba espantando os homens!

Meu amor, se você é segura e autossuficiente demais e espanta homens, ótimo. Você está espantando homens que não são seguros o suficiente para estar com você!!! Homens de verdade, com sensibilidade, inteligência,  antenados, sabem como é a mulher de hoje, a mulher empoderada e portanto não saem correndo de medo. Muito pelo contrário, valorizam ainda mais e aceitam um relacionamento em que duas pessoas inteiras (e não mais as metades de antigamente) decidem compartilhar uma vida. Isso é romantismo!

No programa também entrevistaram homens que falaram que não sabem mais se dão flores ou não, se abrem a porta do carro ou não, se oferecem para pagar a conta ou não. Estão vendo a confusão que as pessoas estão fazendo? As mulheres empoderadas não querem o fim do romantismo, nem o fim de demonstrações de respeito e valor. Eu gosto quando um homem abre a porta do carro pra mim, acho charmoso. Também gosto de receber flores. Não me importo de dividir a conta, ou de ter que pagar, ou de ele pagar. Isso tudo não tem nada a ver com empoderamento. Existem mulheres que não gostam de flores, que não se importam se abrem a porta ou não, isso é uma questão de personalidade de cada um; piscianas vão amar você abrir a porta pra ela, escorpianas vão amar pagar o jantar para você, e leoninas vão cair de amore se receber um buquê de flores gigante na empresa em que ela trabalha. Essas questões devem ser analisadas em cada ser, você deve conhecer a mulher com quem está ficando, para saber do que ela gosta ou não! Empoderamento é dar-se o valor, apenas isso. Amar-se por inteira. É não aceitar ser submissa a ninguém, é não aceitar agressão de forma alguma, é ter liberdade de escolha, é ter um relacionamento saudável, uma sexualidade saudável, baseados em compartilhamento.

Espero ter ajudado, de alguma forma, com esse textão sobre assuntos diferentes, mas que na verdade se interligam. Convido a todos, homens e mulheres, para refletirem sobre amor próprio, autoestima, feminismo, machismo, romantismo, empoderamento. Mas refletirem de forma profunda, libertando-se de conceitos prontos, libertando-se da linguagem “interneteis” de hoje em dia, analisando passado e presente, para assim chegarem a suas próprias conclusões sobre isso e perceberem que toda mudança gera uma certa dor, toda mudança gera resistência, mas no fim percebe-se que a mudança é que faz a evolução de verdade. E principalmente, não esqueçam: todo o Universo é feito da UNIÃO de duas energias polares, chamadas Yin/Yang.

E só pra constar: sim, eu me amo, porque me conheço melhor do que ninguém; amo quem estou me tornando a cada dia, mesmo sabendo que ainda tenho muito a mudar; e não preciso provar isso para ninguém, porque simplesmente não me importo mais com o que pensam de mim; eu me importo comigo, com minhas escolhas, com minha sanidade física, mental, energética e espiritual e procuro, através do meu conhecimento, ajudar outras pessoas a se conhecerem e se amarem. Esse é o objetivo máximo do meu trabalho como terapeuta holística e meu objetivo máximo como pessoa.

Blessed be! Namastê! Aho!

 

O meu 2016

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Se eu pudesse resumir o meu 2016 em uma frase, seria:

Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão. (C.G. Jung)

Não quero dizer que me tornei iluminada, ainda não! (Risos) Mas tornei consciente minha escuridão e dessa forma creio ter dado um bom salto na minha evolução como humana e como espírito. E foi forte! Ainda sinto os respingos da turbulência emocional pela qual passei. Foram 36 anos de lixos emocionais acumulados que vieram à tona de uma hora para outra, causando um pequeno transtorno mental/emocional/energético. Por momentos achei que ia enlouquecer pra valer, mas a certeza de que tudo nessa vida tem um motivo e nada é por acaso, me fez ver a situação de um outro prisma e me encarar de frente.

Claro que não passei por tudo sozinha, tive ajuda de pessoas queridas, apoio de amigos que com simples palavras conseguiam me acalmar e mostrar a luz no fim do túnel. E o mais interessante foi que fui usando em mim tudo o que estou aprendendo desde o ano passado, como se fosse uma prova sabe, um teste, para ver se eu estava aprendendo tudo direitinho (risos). Ou seja, tratei (na verdade estou tratando) Síndrome do Pânico e Agorafobia com: florais, meditação, Códigos Grabovói e Reiki; além de algumas sessões de Barras de Access com minha terapeuta/amiga/mestra super/mega/hiper maravilhosa.

Nos “dias escuros” (é como eu chamo o mês em que a coisa foi mais feia) aprendi muito sobre mim. Me autoanalisei profundamente e descobri coisas que não conhecia, relembrei coisas que tinha esquecido e me libertei de coisas que carregava sem necessidade. Durante os últimos três anos venho estudando muitas coisas voltadas para a espiritualidade, para o autoconhecimento e sobre energia. O que está sendo imprescindível para minha cura e equilíbrio. Agora, se alguém chega para mim e diz que as coisas com as quais eu trabalho não funcionam, eu posso afirmar com todas as letras: FUNCIONA SIM. Mas não é fácil, é preciso uma entrega e uma dedicação profundas, pois não é como a cura proporcionada pela medicina tradicional, em que você toma um medicamento que mascara o sofrimento e a dor logo em seguida, sem que você aprenda o porque daquilo estar ocorrendo. Não é como tomar um remédio para dor de cabeça e plim, sumiu. Não, é preciso ir fundo na questão, colocar tudo para fora, analisar e começar a apagar aquilo tudo, coisinha por coisinha. E leva tempo minha gente, não é do dia para a noite. E tem que fazer tudo certinho dia após dia. Sabe aquele famoso ditado “matar um leão por dia”? Aqui cabe perfeitamente, pois sendo o leão a representação das emoções negativas, é exatamente isso que temos que fazer, matá-lo todos os dias, pois do nada aquela emoção à flor da pele volta e você tem que vencê-la, superá-la, não deixar ela te atacar e te dominar.

2016 foi um ano intenso, em todos os sentidos, mas certamente o ano de maior aprendizado, pelo menos para mim. Portanto, ao contrário do que muitos podem estar dizendo e eu até compreendo seus motivos, eu posso dizer: Gratidão Universo por tudo que me ensinaste este ano! Por me permitir o autoconhecimento e o início de minha autocura completa!

Daqui pra frente, um novo ciclo de fato se inicia, pois deixamos a era regida pelo Sol e passamos a ser regidos por Saturno. Para mim mais ainda, pois vou pegar tudo o que aprendi e começar a mudança, potencializada pelo planeta que rege meu signo! Saturno não é fácil, eu sei bem!!! É denso, lento, exigente. Mas é o planeta dos construtores, do trabalho árduo, da sabedoria. Pode ser considerado o ancião que tudo sabe, tudo passou e transforma tudo em experiência e aprendizado.

Que venha 2017, sem expectativas, sem promessas, apenas desejo que mundialmente ele seja mais leve que esse que está acabando e para mim que seja de mais descobertas, mais cura, mais aprendizado e que eu possa continuar compartilhando o que aprendo e descubro, para assim auxiliar outras pessoas que estão passando pelas mesmas questões, afinal só quem passou por uma experiência é que pode ajudar; o conhecimento só tem utilidade se compartilhado e transformado em algo benéfico para alguém.

Que através de meu trabalho eu possa ajudar outras pessoas a se autodescobrirem e se autocurarem. Que meus estudos e minhas experiências sirvam para ajudar quem precisa. Que eu possa, através do que sei, despertar mais pessoas, empoderar mais pessoas e mostrar que o caminho da evolução está dentro de nós. Tudo está dentro de nós.

Para finalizar, sobre 2016, é como já disse o rei:

Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!

Tchau 2016!!!

Vem 2017, te espero de braços, mente e peito aberto!!!

UM 2017 REPLETO DE CURA, AMOR PRÓPRIO E DESPERTAR PARA TODO MUNDO!

Blessed be! Namastê!

Bruxa sim e com orgulho!!!

Exato, depois de passar pelo que chamamos de “noite escura da alma” e compreender com profundidade tudo o que se passou em meu interior, renasci e agora autoiniciada nas Tradições da Velha Arte! Um novo ciclo inicia, mas ainda tem muito aprendizado pela frente, pois a iniciação, na verdade, nunca acaba; o que acabam são as etapas, os ciclos, mas tudo faz parte de uma roda, a Roda da Vida.

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Infelizmente, a palavra bruxa foi totalmente deturpada pela sociedade, desde a Era das Fogueiras, e ainda hoje ela é sinônimo de algo ruim, macabro, feio; virou até ofensa, para chamar de bruxa alguém que é má, que é feia, etc. Triste! Como apagar do inconsciente coletivo essa mácula?

Precisamos ensinar de novo o que é de fato uma Bruxa. E vai levar tempo, talvez até devêssemos esquecer essa palavra e criar outra… E se for analisar as outras palavras que servem de sinônimo, tão pouco ajuda: feiticeira (só faz feitiços), maga (não soa bem), curandeira (resume a quem cura apenas), vidente (altamente zoada pela mídia), xamã (as pessoas associam com algo indígena apenas). Difícil não é?

Bruxa é mais interessante porque engloba tudo o que a pessoa é e faz: feitiços, curas, rezas, clarividência, mediunidade, proteção, conhecimento, autoconhecimento, magia, espiritualidade, empoderamento… Para ser bruxa precisa gostar muito de ler e estudar, pois está continuamente pesquisando e aprendendo; precisa se conectar com a Mãe Natureza e compreender seus ciclos; precisa aprender ou desenvolver técnicas de cura, de leitura de oráculos, de vidência; precisa conhecer feitiços já existentes e criar os seus; precisar conhecer preces já existentes e criar as suas; precisam conhecer cantos já existentes e criar os seus; precisar conhecer ervas e essências; precisa conhecer a fundo os ciclos lunares; precisa entender de astrologia, numerologia, mitologia, sonhos, um pouco de psicologia, alquimia, e um pouco de cada religião, para compreender as pessoas que a procuram pedindo conselhos e ajuda. Precisa entender tudo de espiritualidade e energia.

Pois é, nós bruxas não temos preconceito com a religião alheia, desde que não nos ataquem! Aliás, não entendo porque as religiões cristãs ainda atacam tanto a Antiga Religião! Às vezes fico pensando na questão da feitiçaria que eles tanto temem e odeiam, mas se você for analisar, eles praticam feitiçaria o tempo todo (vou ser queimada por causa desse comentário!), pois veja bem como não estou blasfemando:

  • O que é uma novena, senão uma simpatia (feitiço) para alcançar algo?
  • A transmutação do Corpo e Sangue em Hóstia Sagrada não é uma magia?
  • A prática do exorcismo (tirar um espírito maligno do corpo de alguém) não é pura feitiçaria?
  • E o que falar da Água Benta? É uma água que se oferece a um determinado espírito para que seja abençoada, isso é magia!
  • E os Livros Sagrados de muitas religiões como foram “recebidos”? Foram intuídos, recebidos por psicografia, por clarividência, por clariaudiência… F.E.I.T.I.Ç.A.R.I.A!

Eu poderia ficar aqui cintando uma centena de outros exemplos, mas não quero me estender mais. Só gostaria de entender por que: novena pode, simpatia não; exorcismo pode, banho de ervas para banimento não; água benta pode, água solarizada não!

Pura semântica!

No meu primeiro dia como oficialmente Bruxa, no Dia das Bruxas, só desejo que sejamos respeitadas(os), que a Antiga Religião seja respeitada, que as pessoas passem a compreender antes de criticar, afinal maldade se faz em qualquer religião ou seita. Bruxas estão à disposição da Deusa e do Deus, da Natureza e da Cura, para auxiliar quem as procura. Tem quem faça maldade, claro que tem, mas NÃO É A REGRA. Se fôssemos generalizar, diríamos que todos os padres são pedófilos, que todos os pastores são corruptos, que todos os islâmicos são terroristas e assim por diante. Mas não é assim e no fundo a gente sabe, mas a sociedade gosta de dar mais ênfase ao que é ruim do que ao que é bom, por isso a palavra bruxa está banalizada de forma tão negativa.

Seja mais consciente em seus julgamentos, porque o mundo gira, os ciclos mudam e amanhã ou depois, pode ser você o(a) julgado(a)!

Que a Magia possa ser feita em qualquer lugar, com amor e gratidão, pelo bem de todos os envolvidos! Blessed be!

FELIZ DIA DAS BRUXAS!

Essa senhora chamada Árvore

Desde pequena, sempre fui fascinada e apaixonada pelas árvores. Diversas vezes me peguei admirando-as, abraçando-as e conversando mentalmente com elas.

Árvores são seres imponentes, poderosos e ao mesmo tempo suaves e doces. Sua presença nunca é sutil, independentemente do tamanho. Para mim, é como se estivesse diante de uma anciã muito sábia, calejada, que tudo vê, ouve e percebe, mesmo quando parece estar distraída; sabe sobre tudo, pois já viu e viveu tudo, mas está sempre silenciosa… espalha seu conhecimento apenas para quem realmente merece e está disposto (ou precisa) a ouvir.

Passei toda minha infância visitando a casa de meus avós maternos, que ficava embaixo de enormes araucárias e tinha veneração por aqueles pinheiros, apesar de ter muito medo também, de que eles caíssem sobre a casa nos dias de tempestade. Quando chovia e ventava forte, eu permanecia na janela, olhando para fora e conversando mentalmente com os pinheiros, pedindo para que não caíssem sobre nós. Via eles balançando vorazmente, de um lado a outro, parecia uma dança enlouquecida, ouvia seus estralos, via as grinfas e as pinhas caindo como bombas no chão, me arrepiava toda, quase chorava de medo, e quando a tempestade passava e tudo ficava calmo, como se nada tivesse acontecido, eu agradecia; ia lá fora ajudar meu avô a juntar as grinfas em montes, para limpar o lugar, recolher as pinhas e os pinhões quando era época, para assá-los na chapa do fogão a lenha ou cozinhá-lo (e de vez em quando, com muita sorte, se meu avô estivesse de bom humor, assávamos em uma sapecada). Caminhava entre os pinheiros feliz, porque nenhum deles tinha caído!

Hoje, onde eu moro, atrás de minha casa tem um conjunto de eucaliptos, muito altos e meu computador – onde permaneço boa parte do tempo por trabalhar muito tempo online – fica na janela que tem vista para eles. Me pego muitas e muitas vezes olhando-os, em silêncio, apenas contemplando seu bailado, ora suave, ora enérgico. Até hoje, ainda gosto de permanecer em janelas quando há tempestade, como se fazendo isso consigo “evitar” que árvores caiam e raios atinjam a casa. Uma infantilidade, eu sei, mas me sinto melhor assim do que não olhar para a tempestade. Como se estivesse encarando o medo de frente.

Escrevi este post, poque estou terminando o livro “A travessia das feiticeiras” e cheguei no seguinte parágrafo, que me tocou muito:

O sentimento que eu passara a sentir pelas árvores estava além das palavras. Eu tinha certeza de minha capacidade de assimilar seu humor, saber sua idade, seus insights e o que sentiam. Podia comunicar-me diretamente com uma árvore, através de uma sensação proveniente do âmago de meu corpo.
Freqüentemente a comunicação tinha início com um transbordamento de puro afeto, quase tão intenso quanto o que sentira por Manfred, afeto este que brotava de mim sempre de maneira inesperada e espontânea. Então, eu podia sentir as raízes da árvore entrando na terra. Eu sabia se elas precisavam de água e quais raízes se estendiam na direção da fonte de água subterrânea. Podia sentir como era viver buscando a luz, aguardando-a, desejando-a, ou como era sentir o calor, o frio ou ser devastada pelos raios e tempestades. Aprendi o que significava nunca ser capaz de deslocar-se de seu ponto de destino, o que significava ser silenciosa, sentir através da casca, das raízes e absorver a luz através das folhas.
Eu sabia, sem sombra de dúvida, que as árvores sentem dor; e sabia também que, uma vez iniciada a comunicação, as árvores se derramam, afetuosas.

Feliz sou porque tenho tantas árvores sempre perto de mim! Fico imaginando como deve ser a vida de pessoas que moram em lugares que quase não tem árvores, como deve ser triste! Gratidão Mãe Terra pelas sábias Árvores!

Abaixo fotos das árvores aqui de casa, em vários momentos: sol, chuva, neve…

Blessed be! Namastê!

Citação:
A Travessia das Feiticeiras; Taisha Abelar, com prefássio de Carlos Castañeda; Ed. Nova Era; 1992

Vibração 9 9 9 – o poder desse dia

Hoje é um dia bem especial, energeticamente falando. Além da entrada da Lua Crescente que ocorreu pela manhã, estamos vibrando o número 9, pois hoje é três vezes 9: sendo dia 9, do mês 9 de 2016, que somado 2+0+1+6=9.

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Segundo alguns espiritualistas estudiosos de ciclos e energia, hoje encerramos um ciclo de 9 anos cármicos e precisamos pensar muito bem no que queremos para os próximos 9 anos. Devemos cuidar muito do que pensamos hoje. Devemos esquecer o passado e pensar apenas no que queremos para o futuro. Pensar em nossos planos, objetivos e sonhos, pois tudo o que pensamos hoje será potencializado. Acredito que ninguém queira repetir os erros e problemas dos últimos nove anos, todo mundo quer coisas novas não é? Então vamos pensar no que queremos, e não no que não queremos. Mas para isso precisamos nos desapegar do “como isso vai acontecer”. Isso não nos interessa, precisamos pensar no que queremos, emanar isso para o Universo e desejar que ele nos envie o que precisamos para realizar nossos desejos e sonho. Precisamos nos desapegar das expectativas também, apenas desejar e ser otimista, nos conectar com nossa essência e nosso poder interno e dessa forma nossa energia estará de acordo com o que precisamos para viver plenamente.

Vamos aproveitar essas energias que se abrem para nós, afinal uma ajudinha é sempre bem vinda.

Se deseja se organizar internamente para os próximos anos, posso te ajudar com um de meus trabalhos, através do Estudo Holístico da Personalidade (veja aqui uma amostra de como é), onde farei para você a análise numerológica do seu nome, análise numerológica de sua data de nascimento, análise da sua carta pessoal do tarô, indicação de floral pessoal baseado na sua data de aniversário e o ano que estamos, além da análise de signo, ascendente e anjo guardião. Um trabalho completo para te ajudar a se alinhar com sua essência. Solicite pelo email tai.olisantos@gmail.com ou via chat do facebook.com/taisantosterapias.

Blessed be! Namastê!

Lado A e Lado B conversando

Considere:

LA: lado A – racional                LB: lado B – emocional            I: intuição – caminho do meio

Papo 1

LB: caramba, como queria falar para aquela pessoa que estou gostando dela, mais do que ela pensa!

LA: e por que não fala?

LB: fico com medo do que a pessoa vai dizer, pensar… pode se afastar, me achar carente, sei lá.

LA: mas você viu as indiretas! E o jeito de olhar/falar/escrever, só pode ser recíproco!

LB: não é não, tudo coisa dessa cabeça que está sempre se iludindo; essa pessoa nem sabe que existo, ou nem lembra; melhor esperar pra ver.

LA: e vai perder a chance! Esperar até quando? E se essa pessoa conhecer outra pessoa mais interessante?

I: medo, dúvida, ilusão, insegurança, falta de confiança nananana… quanta bobagem! Parem com isso, respirem… sentimentos são coisas que moram dentro da gente e devem ser expressados, não com palavras apenas, mas com gestos. Se precisar expressar com palavra, fale, mas não espere receber de volta. Sentimento não é moeda de troca. Deve ser sentido, apenas isso. Passe o sentimento adiante e não cobre da outra pessoa. O que vai acontecer não cabe a você. O seu sentimento é responsabilidade sua, o sentimento do outro é responsabilidade do outro, simples assim. Mas se está com medo ou vergonha, se precisa da aprovação alheia, então melhor guardar suas emoções consigo, pois se não sabe lidar com o que pode vir, aprenda primeiro, depois passe para a ação.

Papo 2

LA: como queria trocar de emprego, estou cansada(o) de não ser reconhecida(o), de servir de capacho, de não ter uma boa remuneração, de não poder expressar minhas ideias, de não ter minhas ideias reconhecidas…

LB: beleza, vamos trocar!

LA: imagina!! De que jeito! Com a crise que está, vou ficar procurando outro emprego um tempão!

LB: ótimo, então vamos trabalhar por conta.

LA: e como vou ajudar em casa, pagar as contas? Não posso ficar me aventurando.

LB: mas é na ousadia, na aventura, na audácia que nascem os melhores projetos! Chega dessa rotina estressante que não paga bem, não nos dá prazer, não nos leva a nada!

LA: não… vamos esperar mais um pouco… vou guardando um pouco de dinheiro para não me aventurar sem um pila no bolso. Vou colocar no papel, planejar melhor.

I: planejar ou agir? Meditar… esse é o caminho. As respostas não estão lá fora, estão dentro, num lugar profundo que pouco (ou  nunca) acessamos. Se está descontente, é porque está no lugar errado. Se tem medo de ousar, é porque não sabe ousar. Então ache o caminho do meio. Busque um novo trabalho, onde possa ser reconhecida(o) e remunerada(o) de acordo com suas expectativas. Faça isso sem abandonar o emprego atual, mas faça acreditando que vai conseguir. Existe crise sim, mas existe muitos tipos de trabalho e tudo é uma questão de atração. Entre na vibração do que você quer e vá em busca, não espere cair do céu, mas também não saia desesperada(o) atropelando tudo. Deixe fluir…

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Podia citar vários “papos”, sobre assuntos diversos: relacionamento, trabalho, saúde, estudo, religião… O fato é que, como dizem, a maioria de nossos problemas acontecem porque “sentimos quando devemos pensar e pensamos quando devemos sentir”; mas na verdade o que devemos mesmo é Intuir, assim nunca erramos. Isso é bem mais difícil do que parece, porque a conversação mental é tão grande entre o lado A e o lado B, que raramente escutamos os murmúrios da intuição, a pobrezinha fica lá enviando sinais, tentando ser ouvida, mas os dois malucos ali não param de tagarelar. Sim , porque a intuição não grita, não fala alto, ela sussurra. Quem grita é o pensamento. Quem escancara é a emoção. A intuição chega de mansinho, bem de mansinho.

A chave para nosso equilíbrio é manter mente quieta e emoções controladas, para viver segundo as indicações da sabedoria interior, que é o que chamamos de intuição. Mas para isso, precisa de treino, muuuuito treino!

Blessed be! Namastê!