O naipe de Espadas “apareceu” pra mim

Pois é… apareceu… pela segunda vez na minha vida! Explico:

Hoje, durante minha meditação à tarde, entoando o mantra de Ganesha (OM GAM GANAPATAYE NAMAHA) tive uma visualização do naipe de Espadas.

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Ao terminar, resolvi “fuçar” na internet sobre os significados deste símbolo, para saber se havia alguma mensagem para mim. Pois vejam vocês que fiquei mais “perdida que cego em tiroteio”! Mas depois de muito ler e raciocinar (e intuir) cheguei a algumas conclusões, assim no plural mesmo, porque pelo que notei, tudo o que tem a ver com o tal naipe, nunca tem só uma explicação (bem que podia ter sido o de Copas!). Vejam algumas que encontrei:

Naipe de Espadas – Balãozinho preto de cabeça para baixo – Também conhecido no Tarô como Gládios.

Este Naipe refere-se ao Elemento AR, e como tal pode nos conduzir a diversos caminhos.

Relata a esfera específica do raciocínio lógico e do pensamento.

Em geral se diz: “O pensamento dói. Mas quando a cabeça deixa de pensar, o corpo começa a padecer.”

Mostra a mente como geradora de dúvidas, conflitos, angústias que estimulam o indivíduo a ser estratégico.

“A dificuldade é amiga. O Espírito avança a cada problema que resolve.”

Em Espadas, o indivíduo estará diante de um grande potencial, tanto criativo como destrutivo.

São palavras chave deste naipe: Desafios, Dificuldades, Pensamento, Astúcia, Frieza, Falta de Sensibilidade, Razão, Decisão, Clareza, Dúvida, Estratégia, Fluidez, Mudança, Movimento.

Retrata a esfera específica das faculdades de conceitualização, do raciocínio lógico e do pensamento abstrato.

É a imersão do intelecto na atividade questionadora.

Diz respeito à direcionar os pensamentos para a realização.

Num outro site encontrei o seguinte:

  • Pensamento, inteligência, trocas e intercâmbio. Fusão, cooperação dos opostos, ação penetrante do Verbo.
  • Maturidade e equilíbrio.
  • Racional, teórico, filosófico, intelectual.
  • Esforço, dificuldades, energia para a renovação.
  • Arma que desenha uma cruz e recorda a união fecunda dos princípios masculino e feminino. A espada simboliza também uma ação penetrante como a do Verbo ou do Filho.
  • No plano a identidade individual significa maturidade e equilíbrio.
  • Socialmente representaria os militares e os guerreiros; policiais e fiscais; toda atividade que toma das armas para manter uma ordem ou modificá-la. Relaciona-se ao poder apoiado pela força.
  • Corresponde ao cavaleiro, entre as figuras do baralho.
  • São os silfos e os gigantes, entre os espíritos elementares.

Aspecto masculino de Espadas: o Adolescente (Átis, Adônis, Narciso).

Lado luminoso: o Intelectual. Espírito crítico. Tático, móvel, vivo, bom passatempo, perspicaz.

Lado sombrio: o Pretensioso. O eterno adolescente. Frio, cruel, sem consideração, cínico.

Aspecto feminino de Espadas: Musas Inspiradoras (a Noiva do vento, as Sereias, a Estrela de cinema).

Lado luminoso: a Sacerdotisa (“prostituta” do templo), a Mulher independente, a Musa, a Esteticista, a Intelectual, encantadora, distante.

Lado sombrio: a prostituta das ruas, a mulher calculista, fria, impiedosa, cínica, histérica.

Sentiram o drama??? E não para por aí, tem muito mais! Mas resolvi não deixar todo mundo maluco e vou ficar nesses conceitos aí (por enquanto). Como gosto de simplificar tudo fiz a seguinte interpretação:

  • eu estava entoando um mantra de remoção de obstáculos, pois Ganesha é a divindade que remove obstáculos tanto materiais quanto espirituais, então presumo que recebi a energia necessária para a renovação (direcionar pensamentos para a realização = estratégia);
  • estou no caminho certo da busca do equilíbrio, mas ainda preciso ir mais fundo na questão de “domar” o ego.

Certo! Até aqui tudo bem, mas nas leituras que fiz sobre o assunto (sobre Tarô) vi que para uma interpretação mais completa precisa-se saber do número que acompanha a carta. Bom, eu não vi uma carta, vi um símbolo, mas…

Foi então que lembrei de um outro episódio (a primeira vez que esse símbolo apareceu pra mim) que ocorreu comigo à muuuuito tempo atrás, acredito que a pelo menos uns quinze anos: estava eu com minha família, caminhando no centro da cidade e vimos uma carta de baralho na rua, perto da calçada, virada para baixo; eu coloquei meu pé sobre ela e perguntei ao meu pai que carta era; ele deu seu palpite, minha mãe fez o mesmo e eu também; eu disse que era um Ás de Espadas (não lembro o que eles disseram); quando virei, adivinha?

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Na visualização de hoje a tarde, vi apenas o símbolo, único, não dois, nem três, apenas um. A carta do Ás tem só um símbolo certo? Então associei os dois episódios. Por que? Explico:

Numa das leituras, vi que o Ás significa tanto o começo quanto o fim (1 ou 14), depende da associação. Em outros baralhos de tarô, ele é representado como uma mão saindo de uma nuvem, segurando uma espada coroada.

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Dessa forma analisei que, depois de tudo o que passei na vida até hoje (que não vem ao caso) acredito que naquele momento se iniciou meu caminho espiritual, através do “entrar na nuvem”, lutar, entrar em conflito interno, para agora começar a despertar e a entender o porque de tudo o que aconteceu, o “sair da nuvem”. O fechamento de um ciclo, para iniciar o próximo. Veja uma das explicações que encontrei:

Ás de Espadas. É engraçado pensar que o Ás, justamente por seu potencial criativo, seja considerado positivo. O Ás é a síntese do naipe e, se tratando de Espadas, positivo não é a melhor palavra, grosso modo. O naipe de Espadas fala de conquistas, delimitação de espaço, consecuções, limites, ampliação das possibilidades, estratégias e conflitos. E, mesmo no melhor aspecto, não é comum desejar enfrentar esse tipo de desafios. Fortalecem nossos músculos e nossa vontade, mas raramente percebemos isso no durante; é mais comum percebermos após o encerramento da fase. Repito: Espadas é bom quando acaba…

Agora veja você que depois dessa “viagem astronômica” aí eu notei uma outra coisa: lembram que disse que vi esse símbolo quando estava entoando um mantra de Ganesha? Pois é, eis que estou com uma imagem dessa divindade como papel de parede de minha área de trabalho do notebook, o qual visualizei segundos antes de fechar os olhos e começar a meditar. Agora olhem o símbolo que tem na face de Ganesha, se não parece um pouco com o naipe de espadas?

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Talvez tenha sido esse símbolo que vi, rapidamente, que me lembrou o naipe. Adivinha… comecei uma nova pesquisa (louca eu? capaz!). O símbolo é uma Trishula, ou Tridente de Shiva. Segue:

– Na testa [de Ganesha], o Trishula (arma de Shiva, similar a um Tridente) é desenhado, simbolizando o tempo (passado, presente e futuro) e a superioridade de Ganesha sobre ele (…)

Esta arma possui uma simbologia, com relação ao número de pontas que possui. Por ser um tridente, cada ponta de sua lança tem seu significado, sendo diretamente relacionadas com as três qualidades da matéria: tamas (a inércia ou a existência), rajas (o movimento ou firmamento) e sattva (o equilíbrio ou trevas). Ainda pode ser representado como o passado, presente e o futuro, visto que Shiva domina a naja, serpente mais mortifera de todas, dando assim, potencial de imortalidade.

É um instrumento para aniquilar as qualidades negativas e a ignorância existente no interior na mente humana.

Como estou numa onde de positividade, acredito na interpretação positiva do ocorrido. Talvez nem seja tudo isso, seja bem mais simples, mas como gosto de pesquisa e sou fascinada pelos símbolos (eu e o professor Robert Langdon), acabei descobrindo tantas coisas e me aprofundei. Num resumo de tudo isso acredito que: 1) as dificuldades do passado foram positivas no sentido de que me deram a força necessária que preciso hoje para o que está vindo; 2) ao invés de “lutar” contra a mente e os pensamentos, devo simplesmente reorganizá-los, fazer a mente atuar a favor do que eu quero, criar estratégias reais para chegar ao objetivo, além de buscar as respostas da intuição; 3) vencer todos os tabus e preconceitos ainda existentes em mim, fruto de experiências anteriores ruins, e substituir por novos conceitos, baseados em todos os estudos que estou fazendo e “recebendo”. Valeu a pena passar a tarde estudando símbolos!

GRATIDÃO! GRATIDÃO! GRATIDÃO!

Saudações! Namastê! Shalom!

Sites que visitei (clique sobre os nomes para acessar o link):

Clube do Tarot

Biometrio

Wikipédia

Yoga Shamkara

Música Indiana Brasil

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