A importância dos sonhos

Estou desenvolvendo um trabalho de Interpretação de Sonho e dessa forma, venho estudando essa questão a bastante tempo. Sempre sonhei muito, e sempre tive muita curiosidade a respeito desse assunto. E percebo que um grande número de pessoas também o tem, mesmo as que dizem que “não sonham”. Resolvi então fazer um post explicativo, baseado nos meus últimos estudos e no trabalho que venho realizando.

Todos nós sonhamos, todas as noites. O que ocorre é que nem todos lembramos dos nossos sonhos, ou lembramos algumas vezes e outras vezes não. Mas sempre sonhamos. O sonho é uma linguagem, seja da alma, seja da mente. Os sonhos vindos da mente ou da emoção (personalidade), são mais reais e próximos do que vivenciamos no dia-a-dia. Os sonhos da alma (eu interior, superconsciente, espírito) tem um valor simbólico, desprovidos das ilusões do tempo e do espaço, cheios de significados e muitas vezes incompreensíveis, do ponto de vista analítico/lógico. Há ainda os sonhos proféticos e a visão verdadeira, vindas das mais altas dimensões. Sonhamos durante o sono (antes e depois do sono profundo), mas também podemos sonhar em meditações profundas.

Quando começamos a ter mais consciência de nossos sonhos, mais importantes eles ficam, no que tange a autoajuda e autocura, nos auxiliando na compreensão de nós mesmos e do meio que nos rodeia. O sonho é um instrumento de transformação. Prestar atenção em nossos sonhos, anotá-los seguidamente, nos faz perceber que sempre recebemos mensagens do nosso eu interno sobre absolutamente tudo. E depois de um tempo relatando no papel esses sonhos, ao lermos todos juntos, percebemos que temos em mãos um livro precioso, onde constam memórias de momentos vividos e revividos, bem como mensagens importantes que nos ajudaram a resolver um problema ou até ideias que nos foram úteis e valiosas. É como ter um livro sobre si mesmo, internamente falando.

Um dos estudiosos mais competentes nessa área, Trigueirinho, nos fala da importância dos sonhos:

– Os sonhos constituem um poderoso instrumento para a evolução do homem, que, através deles, pode participar da vida em vários níveis de realidade e de consciência.

– A vida durante os sonhos é mais importante do que, à primeira vista, pensamos. Se lhe dermos atenção, se cuidarmos dela, usaremos melhor boa parte da nossa estada na Terra, já que passamos aproximadamente um terço dela dormindo.

Ele explica que os sonhos são importantes por diversos motivos, sendo os principais: o equilíbrio da nossa vida consciente; oportunidade de liberação daquilo que reprimimos em vigília; a possibilidade de estarmos em contato com os níveis mais elevados do nosso ser (superconsciência), entre tantos outros motivos. Quando estamos despertos (vigília) mantemos um certo autocontrole natural sobre ações, pensamentos, sentimentos, mas durante o sono tudo isso vêm à tona nos sonhos, liberando uma alta carga energética, nos livrando da maioria dos nossos lixos emocionais. Mas quando não os liberamos em sonhos ou não temos a consciência de lidar com essas cargas energéticas liberadas, os lixos emocionais ficam guardados numa parte de nós que evitamos acessar, e vai acumulando, acumulando, até causar desconfortos, depressões ou estresses e até doenças. Se compararmos nosso corpo com um computador, isso seria comparado à quando liberamos coisas para a  Lixeira, onde depositamos nosso lixinhos diários, mas de tempos em tempos vamos lá e esvaiamos a lixeira. Só que, quem já mandou formatar o computador sabe que mesmo que tenhamos apagado os itens da lixeira, eles continuam no computador, em algum lugar que não vemos, então chega uma hora que é necessário a formatação, para eliminar lixos, spam, cookies, vírus, arquivos temporários, etc. É isso que fazemos quando buscamos as Terapias Holísticas e Aconselhamento Energético e Espiritual; seria a nossa formatação completa, abrindo espaço para o novo eu. Só que quando é conosco, demora muito mais que uma formatação de computador!

Trigueirinho diz que:

– Quando a alma fala conosco através do sonho, não o faz numa linguagem normal.

– Não se atinge a alma com a mente comum.

Por isso, interpretar um sonho requer não só conhecimento sobre símbolos, mitologia, história, psicologia, cultura, misticismo e espiritualidade, mas também (e principalmente) sensibilidade e intuição.

– A alma (…) sabe que nada é fixo e, quando fala conosco, dá-nos a medida da sua universalidade. Quando nos dá um sinal sobre algo, o faz como uma síntese.

Mas não se preocupe se não se lembra dos sonhos, ultimamente. Quanto mais ligados ao corpo físico e racional, quanto mais ligados ao material da vida, mais difícil fica de se receber as mensagens da alma. Meditar, praticar ioga e ter uma espiritualidade ajudam a entrar em contato com o eu espiritual e os sonhos começam a vir para a memória. Mas também sobre isso, Trigueirinho tem outro comentário importante:

– (…) não sonhar, por uns tempos, pode ser até terapêutico, não constituindo sintoma de que estamos fechados a esse trabalho. Ao contrário, conforme disse, pode ser uma fase necessária para que ocorram novas acomodações.

Procure relaxar bastante antes de dormir. Ficar fazendo listas do que se fazer no dia seguinte pode ser prejudicial durante o sono. Escutar músicas relaxantes e fazer técnicas de respiração são ferramentas muito valiosas para se ter uma noite tranquila e conseguir dormir. Comece um diário de sonhos, mesmo que não os relate todos os dias… vá devagar, ao seu tempo. Uma técnica bem interessante é fazer alguma pergunta sobre algum problema que você tenha e não esteja conseguindo resolver durante o dia. Faça a pergunta antes de dormir, anote num papel e deixe próximo a cama… e esqueça. Ao dormir, esqueça a pergunta, medite, leia alguma coisa, escute alguma música, mas não fique pensando na pergunta que fez e nas possíveis respostas. No outro dia, se ao acordar, se lembrar do sonho, anote e tente meditar sobre o que sonhou; a resposta para sua pergunta está ali com certeza. Se puder, contate alguém para interpretá-lo, caso não consiga fazê-lo. Se não conseguir lembrar ou lembrar de partes do sonho, não fique ansioso(a). Durante o dia, ou nos próximos dias, pode ter certeza, a resposta virá em um insight. Acredite, essa técnica funciona. Vários gênios desse mundo, de várias épocas, receberam suas ideias em sonho; vários profissionais renomados, receberam soluções e ideias em sonho.

– Os sonhos, as experiências e a quietude podem ser infinitamente criativos, se permanecemos abertos a eles…

Caso queira saber sobre meu trabalho de Interpretação de Sonho, Terapia Holística e Floral e Aconselhamento Energético e Espiritual, entre em contato pelo e-mail tai.olisantos@gmail.com, pois faço atendimento à distância também.

Bons sonhos!!!

Blessed be! Namastê!

Fonte de pesquisa:
Livro Nossa Vida nos Sonhos. Trigueirinho; Ed. Pensamento
Livro A Interpretação dos sonho. Sigmund Freud; L&pm Pocket.

Céu e Inferno

De todas as armadilhas do ego, talvez a mais difícil de controlar seja o julgamento. Julgar e se irritar com pessoas próximas, com quem convivemos diariamente é de fato muito fácil e fizemos isso todos os dias, sem perceber. Quando começamos a nos tornar conscientes de nosso Eu Interior e buscar a paz de espírito, percebemos rapidamente quando caímos numa das armadilhas do ego, mas o julgamento está tão arraigado em nossa personalidade que é quase natural.

Mas não é. Nem deve ser. Precisamos nos livrar disso, porque perder o controle e se irritar com quem amamos é mais doloroso do que pensamos e cria um lixo emocional chamado culpa, que é um dos mais difíceis de se livrar. Se é impossível não se irritar com alguém, então o afastamento é inevitável, mas antes de tomar essa atitude drástica há de se procurar outras alternativas, como tentar entender porque determinada pessoa é do jeito que é. O que essa pessoa passou na vida para ser como é? O que motivou sua(s) atitude(s) repetitiva(s) e irritante(s)?

Sim, é difícil pensar assim no calor da emoção, e tentar fazer a pessoa perceber que é irritante é pior ainda. Uma conversa franca, num momento de calmaria talvez comece a ajudar; o mais correto, segundo ensinamentos orientais é resolver a questão dentro de nós mesmo, tentar entender por que a pessoa nos irrita com seu defeito, será que talvez não seja nossa culpa, ou ela é apenas um espelho do que somos? Será que essa pessoa não está fazendo o papel de nossa “voz da consciência”? Ou apenas gostaríamos que a pessoa fosse diferente, mas chegamos a conclusão que não vai ser e temos medo de admitir?

Seja o que for, ficar dando murro em ponta de faca nunca dá certo, a gente se machuca e não resolve nada. É difícil dar o braço a torcer, mas ficar em silêncio e se afastar no momento da irritação ainda é a melhor saída. Enfiar a cabeça numa panela e gritar, contar até 10, ou até 1000 também funciona, às vezes… ou simplesmente dizer para a pessoa: Basta! Cansei! Desisto! Você conseguiu acabar com minha paz de espírito! A pessoa vai se achar vencedora num primeiro momento, mas com certeza vai ficar pensando, lá no fundo: Acho que exagerei. Da próxima vez, quem sabe, essa pessoa pense duas vezes antes de ficar irritando alguém. Ou não, nunca se sabe!

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Segue uma estória que li no blog da página CompraZen, que me inspirou (num desses momentos de precisar contar até mil) a escrever este post:

Conta uma história que um samurai estava repousando debaixo de uma árvore quando passou um monge budista. Ele não acreditava em nenhuma tradição espiritual. Era um homem duro e seco. Quantas vezes desembainhara sua espada? Quantos corpos havia mutilado? Quantos por sua lâmina haviam morrido? Já perdera a conta. Ao ver o monge, chamou-o e o interpelou? “Essa história de céu e inferno que vocês, budistas, contam é pura mentira. Onde fica esse céu, essa terra pura? E onde está o inferno?”

O monge o escutou atentamente e, em seguida, respondeu: “Você é um samurai muito burro e lento. Sua espada não serve para coisa alguma”. Furioso, o samurai se levantou e começou a desembainhar a espada: “Como ousa falar assim comigo?”. O monge disse, sorrindo: “Isso é o inferno”. O samurai parou e, em vez de tirar a espada da bainha, colocou-a mais para dentro. “Isso é o céu”, disse o monge. E continuou sua caminhada.

Blessed be! Namastê!

Imagem: Reprodução

TAG Irmandade dos blogueiros do mundo II

Fui novamente indicada para esta TAG e como achei as perguntas bem interessantes, vou responder novamente. Como é um “repeteco”, não estarei indicando ninguém específico, mas quem quiser responder sinta-se a vontade. Grata pela indicação Alice.

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Regras:

  • Inserir o logotipo da Tag:
  • Agradecer e marcar o Blog que te indicou.
  • Responder dez perguntas.
  • Indicar dez blogueiros e avisá-los.
  • Criar dez novas perguntas para os indicados.

As perguntas de Alice são:

1. Se a criança que você era te visse/conhecesse hoje, o que ela provavelmente te perguntaria?

E aí Dona Taize, nossa vida de hoje é como imaginei que seria?

2. Se você encontrasse com a criança que você já foi, que pergunta faria a ela?

Se eu te disser que você não vai ser geóloga, nem arqueóloga e nem bailarina, você vai ficar muito brava comigo?

3. Último filme que você assistiu e se tornou um dos seus favoritos.

Malévola

4. Filme(s) que muita gente gosta mas que você não gosta.

Odeio filmes de terror. Simplesmente me nego a assistir coisas do tipo Jogos Mortais!

5. Filme(s) que você gosta mas que muita gente não gosta.

Filmes de dança (Se ela dança, eu danço – Flashdance – Dirty Dance…) kkkkkkk

6. Uma música que defina esse momento.

Serpente, Pitty (estou louca por essa música, não consigo parar de escutar!!!!!)

7. Você tem algum(s) post(s) favorito(s) no seu blog? Qual e por quê?

Carta ao amor da minha vida… gosto muito desse post porque esse texto foi um insight noturno, pouco antes de dormir, por isso tenho certeza que, naquele momento, não foi a mente quem escreveu, foi a alma, sozinha!

8. Uma música que deveria virar filme.

Joquim, do Vitor Ramil… é antiguinha, mas bem interessante para um filme, pois é uma história bem longa, contada em detalhes.

9. Uma música que deveria virar livro.

Canção Noturna, do Skank… é poética e misteriosa, o tipo de livro que gosto de ler

10. Você escolhe.

Me pergunto: É possível curar o mundo do egocentrismo?

Respondo: Creio que sim, mas vai demorar e vai dar trabalho!

Então é isso! Se alguém estiver a fim de responder a TAG, indico as mesmas perguntas de Alice, pois são bem criativas!

Blessed be! Namastê!

Minha síntese das palestras do Xamãs Conet 2015

Mês passado participei do primeiro Xamãs Conet, Congresso de Xamanismo na internet e agora consegui compilar um pouco do que pude acompanhar naquele evento grandioso.

Fiz um arquivo em slides para compartilhar publicamente e você pode acessar clicando na imagem abaixo.

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Fazendo uma análise de todas as que consegui assistir, alguns pontos em comum posso abordar:

  • O Xamanismo, além de práticas espirituais, é um poderoso aconselhamento para o equilíbrio entre Indivíduo/Coletivo e entre Indivíduo/Meio Ambiente
  • A natureza é um dos maiores mestres que existem, e o xamanismo não só respeita, como aprende constantemente com o meio em que vive
  • A autocura é a cura primeira a ser efetuada, depois a cura dos que nos rodeiam (família, amigos, colegas); não se muda o mundo sem antes mudar-se a si e ao contexto em que se vive
  • Alguns objetos e animais são sagrados, mas tudo o que se põe amor e atenção pode se tornar um objeto sagrado; não é a coisa em si que tem o poder, é a intensão sobre ela e o que ela nos faz lembrar
  • Tudo pode virar nosso templo sagrado; pode-se orar e meditar em qualquer lugar, desde que se conecte com seu eu sagrado
  • Espiritualidade tem que unir as pessoas; se provoca desavenças então não é espiritual, é do ego
  • O corpo é um templo sagrado, e precisa ser valorizado e cuidado diariamente, pois é nele que mora o espírito; precisamos cuidar da nossa “casa” para que coisas boas possam nos visitar

Acesse os slides para ver o resumo das palestras. Pode compartilhar, fique a vontade.

Blessed be! Namastê!