Então, é Natal…

Pois é, chegamos ao Natal e com ele as boas e velhas esperanças de sempre: Paz, Amor, União, Saúde, Prosperidade e muita Luz.

E por mais clichê e piegas que possam parecer, não há desejo melhor, porque afinal essas são as coisas que REALMENTE importam em nossa vida, o resto, é resto.

Peço que Deus e a Deusa, juntos, lhe enviem todo Amor e muitas Bênçãos e deixo aqui as orações deles que mais amo, um Pai Nosso em aramaico, para que nossa alma seja carregada de seu amor e seu poder masculino e a canção Ilumina Minha Mãe para que a Deusa nos encha com sua beleza feminina e ilumine nossos corações.

Feliz Natal!!!

 

Pai Nosso

Ilumina Minha Mãe

Pensando no futuro (e na minha dor de dente)…

Desculpem se este post vai parecer meio esquisito, é que estou com dor de dente e não consigo raciocinar direito! Mas enfim, fato é que estava lendo um post sobre o futuro e minha dor de dente me levou a uma reflexão estranha. O que é que a dor de dente tem a ver com o futuro? Explico.

Toda que vez que leio matérias sobre como será o futuro daqui 20, 30, 50 anos, acho super interessante. Todos falam de nanotecnologia, inteligência artificial, viagens rotineiras à Lua, Marte, sei lá onde mais, roupas biônicas, robôs por todos os lados, e uma infinidade de coisas que parecem meio malucas, mas se você pensar bem, nem estão tão longes assim de acontecer. Claro, também leio sobre próteses mais eficientes, transplantes mais eficientes, remédios menos prejudiciais, segurança mais eficaz, escolas muito mais funcionais e interessantes, carros muito mais seguros, enfim, tudo o que desejamos. Mas foi aí que minha dor de dente (enquanto estava lendo uma dessas matérias) me fez pensar: Caramba, nada aqui me diz que será criado algo muito simples pra evitar que sintamos dor!

Aí pensei o seguinte: será que as pessoas que estão pesquisando/trabalhando para essa tecnologia toda ser possível no futuro esqueceu que ainda temos que melhorar coisas muito simples (e outras nem tanto) ou eles simplesmente acreditam que os problemas que temos hoje, 2015, já estarão todas resolvidas lá no futuro e assim poderemos pensar em robôs no lugar de soldados humanos e teletransporte?

Ok, você deve estar pensando: “Querida, toma um analgésico que a dor passa!” Sim, passa, mas volta. “Então vai ao dentista”. Pois é, se tivesse ido ao dentista regularmente como deve ser, não estaria com dor de dente, mas agora eu pergunto: Quem aqui morre de amores por dentista? Quem aqui adora ir ao consultório do dentista regularmente? Quem aqui adora ir ao dentista quando o dente começa a doer? Duvido que alguém vai dizer: Eu. A não ser que a pessoa esteja apaixonada(o) pelo(a) dentista, ninguém gosta! E então eu penso: Por que, carambolas, não inventam uma maneira muito, mas muito mais fácil, muito, mas muito menos dolorida e sofrida de cuidar dos dentes, antes de construir um hotel na Lua?

Eu adoraria ler que inventaram algo fácil e indolor no lugar da anestesia dentária! Como adoraria! (Vocês devem ter percebido o pavor que tenho de dentista).

E, pensando nisso, comecei a pensar na corrupção, na violência de assaltos, roubos, latrocínios, na dengue, no câncer, no ebola, nas estradas que estão horríveis, nas enchentes devastadoras, nos terremotos devastadores, nos tsunamis, nos vendavais, nas adulterações do leite que estariam provocando doenças, nos atiradores inesperados e homens-bomba e uma série de coisas que vejo/leio/ouço TODOS os dias nos noticiários. Será que estão pesquisando formas de acabar com essas coisas, DE FATO, ou estamos mais preocupados se exite vida fora da Terra (porque a intensão é “rapar fora” daqui logo)? Claro, acredito que existam pessoas preocupadas com tudo isso e tentando resolver, mas quantas pessoas? Quantos investimentos estão sendo feitos nessas áreas? Quanto tempo de estudo se dedica à busca de soluções para esses problemas?

Pois é, minha dor de dente me fez pensar em tudo isso, veja você que doido! Será que no futuro dominado por drones, robôs, e viagens espaciais turísticas não teremos mais nenhum desses problemas citados aí em cima, ou esqueceram de pensar nisso?

Me ajudem a refletir por favor, porque minha dor de dente me impede.

 

Blessed be! Namastê!

Conversação (tagarelice) interior

Estou fazendo interpretações de sonhos e indicações de florais para um grupo de meninas do Sagrado Feminino e desde então estou percebendo uma questão em comum: a conversação interior.

Na medida que vou conversando com elas, e também com outras pessoas em atendimentos variados, percebo que a maioria de nossos lixos emocionais nascem por causa do que pensamos, não por causa do que vivemos. A nossa mente muitas vezes, e em alguns casos quase sempre, dependendo da personalidade e temperamento da pessoa,  parece um trem desgovernado… ou para ficar ainda mais evidente, parece um estouro de boiada. A tagarelice dentro da cabeça é tão intensa, que parece que as pessoas que estão perto podem até ouvir! E isso cansa, literalmente! Surgem insônias, cefaleias, enxaquecas, apneias, bruxismo, pesadelos, sudorese, ansiedade, obesidade, estresse e pode levar à depressão.

Gosto muito dos textos de Eckhart Tolle, sobre esse assunto:

Quando cada pensamento absorve toda a sua atenção, isso mostra que você se identifica com a voz que está dentro da sua cabeça. O pensamento se confunde então com o sentido do “eu”. Esse é o “eu” criado pela mente, o que chamamos de “ego”. Esse ego construído pela mente se sente totalmente incompleto e precário. Por isso o medo e o desejo são as emoções e forças dominantes e motivadoras do ego.

Tolle diz que a partir do momento que temos consciência dessa voz que fica falando continuamente na mente, começamos a perceber que não somos essa voz. Que ela é fruto do ego construído. Ter essa consciência já é meio caminho andado para a busca da paz interior.

Ter liberdade é saber que você é a consciência por trás dessa voz.

Para fazer entender, vou citar um exemplo. Você acordou com dor de estômago, não sabe exatamente o porque, deve ter comido mal no dia anterior, mas seu dia-a-dia conturbado não lhe permite lembrar isso. Você já vai para o trabalho sem vontade, por causa desse incômodo. No meio do caminho, um carro corta a sua frente, você abre o vidro para reclamar e o motorista lhe mostra o dedo do meio. Você fica furioso(a) e na hora o seguinte pensamento vem à sua mente: É… o dia vai ser ruim, já começou dando “tudo” errado!

Pronto, a partir disso desencadeia uma série de coisas negativas, uma atrás da outra, e você segue com os pensamentos de que: não devia nem ter saído da cama, tem “bruxa” solta por aí, o que mais ainda falta acontecer, quando penso que já acabou a zica, vem mais essa agora, etc, etc, etc.

A noite, você está estressado(a), ansioso(a), discute em casa, não dorme direito. Nem lembra que o que desencadeou seu “dia ruim” foi uma simples dor de estômago, que se você percebesse que tinha comido mal no dia anterior e tivesse tomado um chá ou remédio para indigestão, você iria melhor para o trabalho. O cara que cortou sua frente é um mau-educado que nem vale a pena se estressar, afinal sua integridade mental vale mais do que aquela pessoa e quanto mais energia você coloca nele, mais ele fica presente em sua vida. Mas quando a fúria se instala, nada mais além dela fica presente. Ficamos meio “cegos”, apenas pensamos e reagimos.

Esse é um exemplo bem simples, existem coisas piores que desencadeiam nossos estresses, mas é apenas para mostrar o quanto a mente se apoderou da situação e fez tudo parecer muito mais dramático, aumentou o nível de energia negativa e ainda atraiu mais, pois como Tolle identificou, o medo e o desejo são as emoções que alimentam o ego. A mente precisa do seu medo, do seu julgamento, da sua dúvida, do seu desejo para se alimentar.

Mas a mente é apenas uma parte de nosso corpo. E ao contrário do que se defende a tanto tempo, não é a parte mais importante. Ela é importante para o estudo, para o trabalho, mas o mais importante do nosso ser é a alma, é a parte constituída de energia. E essas energias vibram, o tempo todo. A cada pensamento, sentimento, ação e reação, a energia vibra. A frequência dessa energia depende do quão positivo ou negativo é o pensamento, ato, sentimento.

Não são as situações que causam infelicidade. São os pensamentos que deixam você infeliz. As interpretações que você faz, as histórias que conta para si mesmo é que deixam você infeliz.

Nos meus atendimentos, estou indicando certos tipos de meditação, junto com florais correspondentes à emoção gerada pelo problema. Esse método promove uma “limpeza” mental, fazendo a pessoa ver com mais clareza. Depois, continuo o tratamento com outros florais e outras terapias para trabalhar então as questões de traumas, medos enraizados, perdão, desapego, etc.

Quando você estiver sofrendo, quando estiver infeliz, fique totalmente com o Agora. A infelicidade e os problemas não conseguem sobreviver ao Agora.

(…)

Se você deixar que as coisas existam sem classificá-las, passa a dispor de um enorme poder.

Manter a mente silenciosa é quase impossível, mesmo quando se medita. Mas não se apegar ao pensamento que vem, não prestar atenção nos pensamentos e lembrar que o que vem à nossa mente é fruto do ego, de conceitos enraizados e da cultura a qual pertencemos, já nos ajuda a não nos identificarmos mais com pensamentos negativos.

Quando você perde contato com sua calma interior, perde contato com você mesmo. Quando perde esse contato, fica perdido no mundo.

(…)

A verdadeira inteligência atua silenciosamente. A calma é o lugar onde a criatividade e a solução dos problemas são encontradas.

 

Blessed be! Namastê!

Citações: Livro O Poder do Silêncio, de Eckhart Tolle.