Conversação (tagarelice) interior

Estou fazendo interpretações de sonhos e indicações de florais para um grupo de meninas do Sagrado Feminino e desde então estou percebendo uma questão em comum: a conversação interior.

Na medida que vou conversando com elas, e também com outras pessoas em atendimentos variados, percebo que a maioria de nossos lixos emocionais nascem por causa do que pensamos, não por causa do que vivemos. A nossa mente muitas vezes, e em alguns casos quase sempre, dependendo da personalidade e temperamento da pessoa,  parece um trem desgovernado… ou para ficar ainda mais evidente, parece um estouro de boiada. A tagarelice dentro da cabeça é tão intensa, que parece que as pessoas que estão perto podem até ouvir! E isso cansa, literalmente! Surgem insônias, cefaleias, enxaquecas, apneias, bruxismo, pesadelos, sudorese, ansiedade, obesidade, estresse e pode levar à depressão.

Gosto muito dos textos de Eckhart Tolle, sobre esse assunto:

Quando cada pensamento absorve toda a sua atenção, isso mostra que você se identifica com a voz que está dentro da sua cabeça. O pensamento se confunde então com o sentido do “eu”. Esse é o “eu” criado pela mente, o que chamamos de “ego”. Esse ego construído pela mente se sente totalmente incompleto e precário. Por isso o medo e o desejo são as emoções e forças dominantes e motivadoras do ego.

Tolle diz que a partir do momento que temos consciência dessa voz que fica falando continuamente na mente, começamos a perceber que não somos essa voz. Que ela é fruto do ego construído. Ter essa consciência já é meio caminho andado para a busca da paz interior.

Ter liberdade é saber que você é a consciência por trás dessa voz.

Para fazer entender, vou citar um exemplo. Você acordou com dor de estômago, não sabe exatamente o porque, deve ter comido mal no dia anterior, mas seu dia-a-dia conturbado não lhe permite lembrar isso. Você já vai para o trabalho sem vontade, por causa desse incômodo. No meio do caminho, um carro corta a sua frente, você abre o vidro para reclamar e o motorista lhe mostra o dedo do meio. Você fica furioso(a) e na hora o seguinte pensamento vem à sua mente: É… o dia vai ser ruim, já começou dando “tudo” errado!

Pronto, a partir disso desencadeia uma série de coisas negativas, uma atrás da outra, e você segue com os pensamentos de que: não devia nem ter saído da cama, tem “bruxa” solta por aí, o que mais ainda falta acontecer, quando penso que já acabou a zica, vem mais essa agora, etc, etc, etc.

A noite, você está estressado(a), ansioso(a), discute em casa, não dorme direito. Nem lembra que o que desencadeou seu “dia ruim” foi uma simples dor de estômago, que se você percebesse que tinha comido mal no dia anterior e tivesse tomado um chá ou remédio para indigestão, você iria melhor para o trabalho. O cara que cortou sua frente é um mau-educado que nem vale a pena se estressar, afinal sua integridade mental vale mais do que aquela pessoa e quanto mais energia você coloca nele, mais ele fica presente em sua vida. Mas quando a fúria se instala, nada mais além dela fica presente. Ficamos meio “cegos”, apenas pensamos e reagimos.

Esse é um exemplo bem simples, existem coisas piores que desencadeiam nossos estresses, mas é apenas para mostrar o quanto a mente se apoderou da situação e fez tudo parecer muito mais dramático, aumentou o nível de energia negativa e ainda atraiu mais, pois como Tolle identificou, o medo e o desejo são as emoções que alimentam o ego. A mente precisa do seu medo, do seu julgamento, da sua dúvida, do seu desejo para se alimentar.

Mas a mente é apenas uma parte de nosso corpo. E ao contrário do que se defende a tanto tempo, não é a parte mais importante. Ela é importante para o estudo, para o trabalho, mas o mais importante do nosso ser é a alma, é a parte constituída de energia. E essas energias vibram, o tempo todo. A cada pensamento, sentimento, ação e reação, a energia vibra. A frequência dessa energia depende do quão positivo ou negativo é o pensamento, ato, sentimento.

Não são as situações que causam infelicidade. São os pensamentos que deixam você infeliz. As interpretações que você faz, as histórias que conta para si mesmo é que deixam você infeliz.

Nos meus atendimentos, estou indicando certos tipos de meditação, junto com florais correspondentes à emoção gerada pelo problema. Esse método promove uma “limpeza” mental, fazendo a pessoa ver com mais clareza. Depois, continuo o tratamento com outros florais e outras terapias para trabalhar então as questões de traumas, medos enraizados, perdão, desapego, etc.

Quando você estiver sofrendo, quando estiver infeliz, fique totalmente com o Agora. A infelicidade e os problemas não conseguem sobreviver ao Agora.

(…)

Se você deixar que as coisas existam sem classificá-las, passa a dispor de um enorme poder.

Manter a mente silenciosa é quase impossível, mesmo quando se medita. Mas não se apegar ao pensamento que vem, não prestar atenção nos pensamentos e lembrar que o que vem à nossa mente é fruto do ego, de conceitos enraizados e da cultura a qual pertencemos, já nos ajuda a não nos identificarmos mais com pensamentos negativos.

Quando você perde contato com sua calma interior, perde contato com você mesmo. Quando perde esse contato, fica perdido no mundo.

(…)

A verdadeira inteligência atua silenciosamente. A calma é o lugar onde a criatividade e a solução dos problemas são encontradas.

 

Blessed be! Namastê!

Citações: Livro O Poder do Silêncio, de Eckhart Tolle.
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