Documentário I Am

Olá queridos ciclamenses, quero compartilhar com vocês uma experiência que tive no dia do meu aniversário (e que foi um presente!). Assisti, por acaso, o documentário I Am – Você tem o poder de mudar o mundo, do conceituado diretor Tom Shadyac, neste final de semana e simplesmente fiquei de “boca-aberta”! É incrível! Mesmo!

Ele questiona o mundo em que estamos vivendo e nossa vida em geral, principalmente sobre  que estamos de fato fazendo aqui. Mas ele não fica apenas questionando, ele foi ao encontro de mentes pensantes da nossa era, de várias áreas: religião, ciência, medicina, poesia… para ajudá-lo a refletir.  As questões:

  • O que está errado no mundo?
  • O que podemos fazer sobre isso?

são os temas norteadores do filme, mas levam à muitas outras questões e reflexões. Acho que esse documentário vem ao encontro de todas as pessoas que de alguma forma estão despertando para a realidade e buscando criar outra, através de seu trabalho ou missão. Ou para aqueles que perceberam que necessitam mudar a si mesmos e só assim conseguirão mudar a vida a sua volta e dessa forma, provocar uma mudança no mundo, pois como é muito enfatizado no filme, nós somos parte de um todo, tudo e todos estamos interligados, não há separação, não há eu aqui e você lá, isso é ilusão de tempo/espaço que a física quântica está provando não existir, ou pelo menos, não como sempre acreditamos.

Uma das entrevistadas, Lynne McTaggart, diz que muitas das coisas que a espiritualidade oriental já sabia a milênios, os cientistas estão “descobrindo” agora. Fascinante! Sempre acreditei que um dia espiritualidade e ciência trabalhariam juntas.

Todos os convidados dão sua visão sobre o assunto, e todos são interessantes, mas as falas mais bonitas, na minha opinião, são de Desmond Tutu, arcebispo da África do Sul, Prêmio Nobel da Paz em 1984. No final do documentário, ele encerra com uma mensagem linda.

Infelizmente, não encontrei o filme na internet, ele foi retirado do You Tube, só tem o trailler, mas sei que tem no Netflix e tem também para comprar no ITunes e na Saraiva.

Só tenho mais uma coisa a dizer: assistam e tirem suas próprias conclusões!

Blessed be! Namastê!

 

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Filme Os Agentes do Destino

Ontem, pela enésima vez, assisti ao filme Os Agentes do Destino, com Matt Damon e Emily Blunt. Acho esse um dos filmes de ficção mais interessante sobre o tema destino. Ele envolve as questões: livre arbítrio, anjos, amor, obstáculos na vida, objetivos, escolhas, Deus, destino, plano divino. Tudo de forma metafórica, mas de fácil compreensão.

O filme inteiro tem mensagens bem interessantes, portanto vale a pena assistir, mas para mim, mesmo que fosse um filme ruim no início e no meio, o final dele já vale a pena. Se não puder assistir inteiro, só o final já vale!!! É sobre esse final que resolvi fazer este post.

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David (Matt Damon) é um político em ascensão, que busca seu lugar no senado. Por acaso, ele conhece Elise, uma dançarina de personalidade forte e independente, que causa uma turbulência na vida pessoal e profissional de David. Por ela, ele resolve arriscar tudo. Mas os Agentes do Destino (seriam Anjos?) precisam evitar que eles fiquem juntos, porque está escrito no “plano” (livro com o destino das pessoas) que eles não devem se unir, pois haveriam consequências ruins para ambos. O “Cabeça” (seria Deus?) tem um plano para cada um deles. Mesmo assim, eles resolvem ficar juntos e arriscar, e começam a buscar respostas, inclusive entrando no “mundo” dos agentes, para tentar descobrir o que está acontecendo. E eis que, por causa do amor de um pelo outro eles conseguem convencer o “Cabeça” a reescrever seus destinos. Abaixo segue o diálogo final entre eles dois com Harry (Anthony Mackie) que seria o “anjo” de David, que copiei da versão dublada do filme:

– Harry, você é o Cabeça?

– Não, mas você já o conheceu, ou ela. Todos já o conheceram. O Cabeça assume diferentes formas para que todas as pessoas raramente percebam quando vai acontecer.

– Isso é algum tipo de teste?

– De uma certa forma é sempre um teste, para todo mundo… Mesmo os membros do Agentes do Destino! David, você arriscou tudo por Elise. Elise, quando você entrou por aquela porta na Estátua da Liberdade você também arriscou tudo. Pois você me inspirou! Parece que inspiraram o Cabeça também!

– Isso tem a ver conosco? [sobre o livro do destino]

– Sim.

– O que está escrito?

– Consta aqui que esta situação entre vocês dois é um sério afastamento do plano… então o Cabeça reescreveu! [neste momento ele mostra o livro com o plano reescrito, mostrando que eles podem seguir juntos]

Esse diálogo mostra que o amor entre os dois inspirou não só o Anjo de David, mas também a Deus, que resolveu mudar seu plano para que eles pudessem ficar juntos. Seria uma metáfora de que o amor realmente pode mudar tudo, e é uma das forças que inspira a Deus, a outra é a Fé. A frase “A fé move montanhas” é verdadeira e podemos observar que amor verdadeiro é uma forma de fé.

Abaixo segue a narração final de Harry, incrivelmente linda:

A maioria das pessoas vive no caminho que nós estabelecemos, com medo demais para explorar outros caminhos. Mas de vez em quando, pessoas como vocês aparecem e derrubam todos os obstáculos que colocamos… pessoas que sabem que o livre arbítrio é um presente e que você nunca poderá usá-lo a não ser que lute por ele. Acho que esse é o verdadeiro plano do Cabeça e talvez um dia nós não tenhamos que escrever o plano, e sim você!

Despertar nossa Consciência Divina, nosso Eu Interior, abrindo mão do ego e da mente vaidosa e limitadora, seria o caminho para termos realmente nosso livre arbítrio e transformar nossa vida totalmente, para melhor. Muitos acabam despertando para isso por causa da dor, da perda, do sofrimento, do “azar”… mas também existem aqueles que despertam para isso através do amor, seja por alguém, por algo que se quer na vida, na profissão, na carreira, ou por amor a Deus, que é o que chamamos de Fé. De qualquer forma é sempre libertador e emocionante.

Desejo que todos um dia despertem para seus verdadeiros “Eus”, seus verdadeiros caminhos, planos, destinos. E que todos um dia tenham a consciência de que estamos aqui com a finalidade de evoluir espiritualmente e voltar a ser Luz! Ame mais! Tenha mais Fé! Creia!

Saudações! Namastê! Shalom!

Clique aqui e assiste ao filme online na íntegra, em versão dublada.

Acredita de verdade, mas de verdade mesmo

Essa semana assisti ao filme “Não pare na pista” sobre a vida do escritor Paulo Coelho. Quem me conhece sabe que sou muito fã dele e já havia lido o livro sobre sua vida, “O Mago” escrito por Fernando Morais. Também já havia assistido ao documentário sobre sua vida e visto várias entrevistas dele.

O filme é interessante, filmado de forma aleatória, ou seja, não segue uma ordem cronológica de sua vida. Tem cenas intensas, músicas do Raul Seixas (outro ídolo) e boas atuações.

Mas o que queria falar é sobre a questão da fé que o escritor Paulo Coelho sempre teve, à respeito de que queria ser um escritor. No decorrer de nossas vidas sempre escutamos frases do tipo: acredita que você consegue, tenha fé que tudo dá certo, acredite em você mesmo, etc… Colocar esses conceitos na prática é muito mais difícil, porque assim como existem pessoas otimistas que nos dão força, existem muitas mais que nos desanimam, dizendo que nunca vamos conseguir, que o que queremos é muito difícil, que só os ricos conseguem, que só os bonitos conseguem, que só quem tem sorte consegue e uma série de outras bobagens que as pessoas falam para desestimular os outros. Acabamos internalizando esse pré-conceitos e mesmo que desejamos muito uma coisa e acreditamos que vamos conseguir, vez ou outra nos pegamos desacreditando, pois lá no fundo, bem lá no fundo a gente pensa da mesma forma que os pessimistas que nos rodeiam, porque nós permitimos que eles entrassem em nossa mente.

O filme mostra que mesmo diante de todas as dúvidas alheias, mesmo indo de encontro aos próprios pais que não acreditavam nele, nos amigos, namoradas, ele acreditava com toda a sua força que ia conseguir. E quando ele finalmente escreveu o livro “O diário de um mago” e levou para um editor, o mesmo lhe disse que não ia publicar “aquilo” porque ninguém ia querer ler!!! Sim, um dos maiores escritores da atualidade, um dos mais traduzidos (só perde para Shakespeare e para a Bíblia), ouviu isso no início de sua carreira, mas mesmo assim foi atrás de outra editora e publicou aquele que se tornou um dos livros mais famosos do mundo! E muitos outros ainda vieram. Ele teve sorte? Dinheiro? Beleza? Não, ele teve FÉ…

Por isso que acreditar em si mesmo deve ser um exercício diário, exatamente como escovar os dentes, tomar banho, comer. Deve fazer parte de nós mesmos, mesmo diante das situações mais desfavoráveis, mesmo diante dos pessimistas, que muitas vezes são pessoas próximas, que a gente ama. Devemos nos libertar da opinião alheia a respeito dos nossos desejos, porque se permitirmos, eles vão fazer a gente acreditar que não podemos.

Acredite de verdade! Liberte-se do pessimismo seu e dos outros! Confie na sua intuição e vai. Se o medo aparecer, não tem problema, vai com medo mesmo!

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Saudações! Namastê! Shalom!

A culpa é das estrelas…

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Ontem assisti ao filme “A culpa é das estrelas”. Eu estava relutante com relação a este filme, por isso ainda não havia assistido… não sei exatamente porque: se por ser um filme adolescente, ou por ser deprimente, ou por ser tão famoso (não sou muito interessada em produtos de massa), ou porque fala de doença, morte, etc.

O fato é que gostei, como todo mundo, mas uma coisa me chamou a atenção: primeira vez que assisto a um filme de amor que termina em morte e eu não fiquei deprimida! Chorei nas cenas tristes, óbvio, pois sou das que chora até em comercial de margarina, mas ao final não fiquei com aquela sensação de tristeza, como ocorreu com outros filmes do gênero.

Talvez seja consequência dos meus estudos cabalísticos e espirituais de ultimamente (e espero que sim), mas a única coisa que consegui pensar depois de o assistir é que temos um medo muito grande de sofrer, de perder, de errar e por isso nos boicotamos constantemente, nos privamos muitas vezes de viver algo muito especial, por medo. Falo por mim, pois sou capricorniana e portanto altamente cautelosa (pra não dizer medrosa) por natureza. E o filme me mostrou que não importa o tempo que dure, se algo é especial e verdadeiro, não deve ser evitado. Claro que na teoria isso é muito mais fácil do que na prática e muito já foi debatido a respeito disso em livros, filmes, palestras, músicas, novelas, mas a verdade é que com o tempo a gente percebe que de fato é assim mesmo. Quando olhamos para trás e analisamos nossa vida, percebemos que em algum momento agimos dessa forma e foi muito bom, apesar de ter acabado. Algumas coisas são para sempre, outras não. Compreender e aceitar isto é tarefa difícil, porém é libertador.

Espero que todos possamos, um dia, provar dessa liberdade de amar, ser feliz, “se jogar”, não importando-se com o que vem depois, com o tempo que vai durar, simplesmente vivendo o momento. Pra concluir, ainda segundo a Cabala, ser feliz é algo que vem de dentro de nós mesmos, não de outrem, nem de algo externo e palpável. Mas isso é “pano-pra-outra-manga”, ou melhor, pra outro post!

Saudações! Namastê! Shalom!

Foto: reprodução