Leitura aleatória II

O ato de abrir um livro ao acaso, me encanta. Vou tornar isso um hábito aqui no blog e uma vez por semana, vou postar a leitura, sem explicação, análise ou opinião, para que cada um tire suas próprias conclusões.

Segue a leitura de hoje, transcrita tal qual está no livro, que é de 1990:

O pensamento confuso que nos levou a acreditar que a felicidade é um direito ao invés de um objetivo engendrou uma idéia igualmente errônea, de que todo o sofrimento e perda são acontecimentos totalmente negativos, que devem ser evitados a todo custo. A justaposição destas duas atitudes cria inevitavelmente muito descontentamento, pois acreditamos que deveríamos ter coisas que não temos, e não apreciamos aquilo que temos.

A suposição de que felicidade é algo a que temos direito ajudou a produzir um vasto número de neuróticos, que procuram constantemente por algo que não podem definir. Inextrincavelmente entrelaçado a tal busca existe o medo do sofrimento, tão estupidificante que bloqueia o caminho de qualquer mudança, a qual poderia ao final das contas trazer alegrias. Tendo nivelado mudança com perda e perda com sofrimento, preferirão ficar presos em sua própria miséria, ao invés de alterar qualquer coisa. Este padrão desastroso se tornou tão enrustido em nossa sociedade, que dificilmente questionamos nossa falta de recursos para enfrentar o sofrimento, ou até mesmo para enfrentar as novas situações. Achamos muito natural que as pessoas façam tudo o que estiver a seu alcance para não enfrentar a dor, esquecendo que ensinamentos valiosos podem ser perdidos com tal atitude defensiva.

Apelar excessivamente ao sofrimento é outra questão a qual pode ocasionar muita destrutividade. Dela podem resultar facilmente tanto a depressão como alguma forma de vício. Alternativamente, a pessoa pode acabar se revestindo de uma concha impenetrável, ou então ficar tão abalada emocionalmente que levará muitos anos, talvez mesmo várias existências, para se recuperar.

(Lorna St. Aubyn – A nova Era, um guia para viver em um novo tempo – Ed. Roca – 1990; pg.72)

Blessed be! Namastê!

Eu escolhi… e você?

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Prímula – a flor da felicidade

Eu escolhi ser feliz, apesar dos outros, apesar dos fatos.

Eu escolhi ser alegre, apesar da luta.

Eu escolhi ser bonita, apesar dos defeitos.

Eu escolhi ser perfeita, apesar das imperfeições.

Eu escolhi acreditar, apesar do erro.

Eu escolhi o amor, apesar da solidão.

Eu escolhi a Paz, apesar do caos.

Eu escolhi SER, além de parecer, além de estar.

Plenitude, Paz, Felicidade, Amor não são meras palavras, nem meros pensamentos. São sentimentos. Não se encontra em coisas e pessoas. Se busca dentro, lá no fundo de nosso ser. Na alma. No espírito. Na nossa parte Divina. Quando sentimos de fato essas palavras, aí sim as coisas e pessoas vão sempre ser plenas, pacíficas, felizes e amorosas.

Assim é! Assim será! Que assim seja!

Saudações! Namastê! Shalom!

Momento para refletir

Para mim, final de semana é momento para reflexão, no sentido mais profundo da palavra. Reorganizar pensamentos, meditar, respirar, deixar fluir, descansar, introspectar.

Também é momento de limpeza, faxina, não só da casa, da mente também. Fazer uma análise da semana que passou, ver o que pode ser aproveitado de bom e continuado, e aquilo que deve ser deixado para trás, eliminado, esquecido ou simplesmente à espera de uma solução a longo prazo. É mais fácil fazer isso uma vez por semana, do que deixar para fazer só no fim do ano!!!

Estou muito feliz com meus estudos espirituais, estou mais consciente de tudo a minha volta, mais aberta às mensagens do Universo, mais perceptiva à minha intuição, mais serena. Esse é o caminho, sei que é e sou verdadeiramente GRATA por tudo o que está acontecendo.

Por isso desejo a todos, de verdade, um ótimo final de semana, e que todos que estiverem seguindo ou visualizando este blog percebam seu Eu interior, percebam as mensagens do Universo e passem a viver conforme essas convicções.

Não espere que sua felicidade venha de algo externo, seja feliz agora e assim o que você deseja vira até você, com certeza!

Deixo aqui a letra da música “Amor pra recomeçar” do Barão Vermelho, porque a ouvi hoje pela manhã e me fez muito bem e sua letra é bem proposital para este momento. Bom fim de semana!!!

Saudações! Namastê! Shalom!

Amor pra recomeçar

Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar

Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar

Eu desejo que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo o dono de quem.

Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Eu desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar.
Pra recomeçar.

A culpa é das estrelas…

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Ontem assisti ao filme “A culpa é das estrelas”. Eu estava relutante com relação a este filme, por isso ainda não havia assistido… não sei exatamente porque: se por ser um filme adolescente, ou por ser deprimente, ou por ser tão famoso (não sou muito interessada em produtos de massa), ou porque fala de doença, morte, etc.

O fato é que gostei, como todo mundo, mas uma coisa me chamou a atenção: primeira vez que assisto a um filme de amor que termina em morte e eu não fiquei deprimida! Chorei nas cenas tristes, óbvio, pois sou das que chora até em comercial de margarina, mas ao final não fiquei com aquela sensação de tristeza, como ocorreu com outros filmes do gênero.

Talvez seja consequência dos meus estudos cabalísticos e espirituais de ultimamente (e espero que sim), mas a única coisa que consegui pensar depois de o assistir é que temos um medo muito grande de sofrer, de perder, de errar e por isso nos boicotamos constantemente, nos privamos muitas vezes de viver algo muito especial, por medo. Falo por mim, pois sou capricorniana e portanto altamente cautelosa (pra não dizer medrosa) por natureza. E o filme me mostrou que não importa o tempo que dure, se algo é especial e verdadeiro, não deve ser evitado. Claro que na teoria isso é muito mais fácil do que na prática e muito já foi debatido a respeito disso em livros, filmes, palestras, músicas, novelas, mas a verdade é que com o tempo a gente percebe que de fato é assim mesmo. Quando olhamos para trás e analisamos nossa vida, percebemos que em algum momento agimos dessa forma e foi muito bom, apesar de ter acabado. Algumas coisas são para sempre, outras não. Compreender e aceitar isto é tarefa difícil, porém é libertador.

Espero que todos possamos, um dia, provar dessa liberdade de amar, ser feliz, “se jogar”, não importando-se com o que vem depois, com o tempo que vai durar, simplesmente vivendo o momento. Pra concluir, ainda segundo a Cabala, ser feliz é algo que vem de dentro de nós mesmos, não de outrem, nem de algo externo e palpável. Mas isso é “pano-pra-outra-manga”, ou melhor, pra outro post!

Saudações! Namastê! Shalom!

Foto: reprodução