Leitura aleatória IV

Cada um deve olhar para seu interior e refletir se o que tem feito na vida é coerente com os ditames de sua razão, com tudo o que a natureza lhe proporcionou e acima de tudo se está agindo com os clamores da voz interior, da alma sintonizada com sentimentos nobres e pensamentos altruístas. Quando cada um age de acordo com seu dharma, toda a natureza age a seu favor, e, quando atua contra, o ser nada contra a correnteza.

(Livro Dharma: Harmonia Cósmica – Antonio Geraldo Buck; Mystic Editora; pg.53)

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Só Eu sou Eu

Conheci esta música hoje. Me apaixonei!

Ao contrário do que possa parecer, não é uma música egocêntrica. É sobre o quanto somos únicos, cada um de nós. Quando nos damos conta disso, passamos a nos dar mais valor, mas igualmente, passamos a dar valor ao outro, pois percebemos que o outro também é único. Cada ser nesse mundo têm suas particularidades, nosso DNA é único, não se repete, bem como a impressão digital. Percebem a beleza e a perfeição disso? Ninguém tem o mesmo DNA que eu. Ninguém tem as mesmas marquinhas no dedo que eu. Isso não é bárbaro?

Agora imagina a alma, o espírito!

Essa música resume tudo isso de uma jeito bem-humorado e cativante.

Blessed be! Namastê!

Leitura aleatória

Aquela prática de abrir um livro, aleatoriamente, e ler a mensagem…

Há situações em que nenhuma resposta ou explicação satisfaz. Nesses momentos a Vida parece perder o sentido. Ou alguém em desespero pede sua ajuda e você não sabe o que dizer ou o que fazer.

Quando você aceita plenamente que não sabe, desiste de lutar para encontrar a resposta usando o pensamento de sua mente limitada. Ao desistir, você permite que uma inteligência maior atue através de você. Até o pensamento pode se beneficiar com isso, pois a inteligência maior flui para dentro dele e o inspira.

Às vezes, entregar-se significa desistir de querer entender e sentir-se bem com o que você não sabe.

(Eckhart Tolle – O poder do silêncio)

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Quem é normal?

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– Oiii, tudo bem? [ela, entusiasmada]

– Oi, tudo. [ele, seco]

– Tenho a impressão que você não gosta muito de mim, que desvia quando me vê, que sai quando eu chego, que evita conversar comigo… por quê?

– Porque você é “estranha”.

– E você não é?

– Não! Eu sou normal!

– Humm… e o que você faz pra ser considerado normal? O que é tão diferente de mim?

– Bom, eu uso roupas normais, bonitas; você tem um estilo estranho, usa o que dá vontade, não o que está na moda. Eu saio depois do trabalho para me divertir com os amigos em um bar ou balada; você está sempre lendo, indo a museus e parques pra meditar sozinha. Eu trabalho para ganhar dinheiro o suficiente para ter uma vida confortável no futuro, como todo mundo, mas você fica trocando de emprego, fazendo trabalhos extras, não se preocupa se vai se aposentar um dia. Eu me preocupo com a vida… você ta sempre rindo, sempre feliz, não se preocupa com nada…

– Humm sei… e quem disse que ser como você é que é o normal? [ela, pacientemente]

– Todo mundo que é normal!!! [ele, irritado]

– E quem disse que vocês é que são normais?

– ?

–  Onde está escrito que acumular dinheiro pra garantir aposentadoria é normal? E se você morrer hoje, ou amanhã?

– ?

– Onde está escrito que sair para bares beber depois do trabalho, pra falar mal desse trabalho, reclamar, ficar bêbado para ficar mais alegre e sentir coragem de conversar com pessoas desconhecidas é normal? E que ler e apreciar arte é esquisito?

– ?

– Onde está escrito que usar roupas que estão na moda é normal e ter estilo próprio é anormal?

– ?

– Mas também quem disse que não é?

– …

– Já parou pra pensar nessas coisas, de fato?

– Não tenho tempo

– E quando vai ter?

– Quando ficar velho e caduco. Velhos caducos é que ficam pensando nessas bobagens…

– E se você não ficar velho e morrer antes? E se não ficar caduco? E se ficar velho, lúcido, mas inválido e não poder mais aproveitar seu dinheiro e ficar numa cama pensando que devia ter sido mais “feliz”?

– …

– E quem disse que se preocupar é normal?

– ?

– Você consegue resolver alguma coisa quando está preocupado, tenso, triste ou com raiva?

– Não…

– Quando que você consegue resolver coisas?

– Quando me acalmo e raciocino melhor…

– Pois é… eu estou sempre nesse estado aí… calma, consciente e alerta. Não significa que não tenho problemas, apenas sei como que deve ser meu estado de espírito para resolvê-los…

– …

– Ao contrário do que você pensa, eu trabalho sim, mas prefiro escolher trabalhar com o que me satisfaz, independente da recompensa. E o engraçado é que a recompensa sempre vem! Eu planejo meu futuro sim, mas não fico me preocupando com ele… prefiro fazer meu presente bem-feito, semeando uma vida boa e plena de satisfações, assim o futuro certamente será igual.

– …

– E só pra finalizar: ser normal é uma ilusão, querido! No fundo, ninguém é. Tenho certeza que você faz coisas, quando está sozinho, que não faria na frente dos outros. Tenho certeza que pensa coisas que jamais contaria para os outros. E tem medo disso. Como já disseram várias e várias vezes, de perto ninguém é normal. Tchau! [ela sai, serenamente, com um sorriso irônico, mas sincero, nos lábios]

– … [ele fica, inerte, sem dizer nada, apenas pensando, o que foi isso? Tem a sensação que caiu no mar, quase se afogou, relutou para sair de lá sozinho, engoliu água salgada, mas saiu salvo, olhou em volta pra ver se alguém tinha notado que ele havia quase se afogado… sensação ruim]

Na verdade, não importa como somos, o que importa é se sentir bem com o que somos. Se não estamos contentes com nossa “casca” então é porque é hora de trocar. Se não estamos contentes com nossa vida, estamos constantemente preocupados, é hora de mudar. Seja o que for, mude algo. Não espere ficar rico para ser feliz, seja feliz para poder ficar rico. Não espere ficar velho para entender as coisas, entenda as coisas que surgem a cada dia. Pare de sobreviver e passe a VIVER!

E como disse Oscar Wild:

Seja você mesmo, porque os outros já foram pegos.

Bom Agosto pra todos!

Blessed be! Namastê!