Leitura aleatória VIII

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Pensamentos de Sabedoria – Dr. Wayne W.D. – Nova Era – 2002

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Sobre o livro Ciência X Espiritualidade

Você já imaginou debater assuntos sérios com alguém, de maneira amigável, respeitando a opinião alheia e ainda assim continuarem amigos?

Parece uma coisa simples, mas a gente sabe que não é. Quando resolvemos conversar sobre religião, Deus, criação, fé, se temos opiniões muito distintas, a conversa sempre esquenta e sempre fica uma pontinha de raiva quando não conseguimos convencer o outro a mudar sua opinião. Todo mundo faz isso: tenta mudar a opinião alheia com relação a esses assuntos. Até aí tudo bem, mas vendo as redes sociais ultimamente, percebemos que essa vontade de mudar a opinião do outro ou a ânsia em criticar a opinião alheia está causando muitos problemas e talvez até alimentando ódios e incitando violências (devemos lembrar que violência não é só a física).

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Agora imagine que, além de conversar amigavelmente com alguém sobre assuntos sérios, cada um defendendo sua opinião, vocês decidem colocar essa discussão num livro? Sim, escrever a quatro mãos um livro, mas entre duas pessoas com opiniões extremamente opostas!

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Pois assim foi concebido o livro “Ciência X Espiritualidade: dois pensadores, duas visões de mundo”. Os autores são Deepak Chopra, espiritualista, formado em medicina na Índia, divulgador mundial da filosofia oriental, autor de mais de quarenta títulos e Leonard Mlodinow, professor de física, dedicado a divulgar a ciência em livros e artigos, ateu. O livro é simplesmente sensacional! Ainda estou no início, mas já percebi que o debate é caloroso e o mais interessante: o livro não tem a finalidade de te convencer a nada, não tem conclusão sobre os temas que propõe, é apenas a exposição das teorias e estudos de cada um dos autores, de cada área de atuação deles, mostrando que a verdade sempre tem dois lados, e cabe a cada um de nós escolher a que melhor nos representa. Veja alguns parágrafos do primeiro capítulo A Guerra – Perspectivas:

Primeiro com Deepak Chopra

Precisamos voltar à fonte da religião. Essa fonte não é Deus, é a consciência. (…)

A ciência jamais atingiu uma objetividade pura, nem jamais atingirá. Pois negar o valor da experiência subjetiva é descartar boa parte do que faz a vida valer a pena: amor, confiança, fé, beleza, espanto, maravilha, compaixão, verdade, arte, moralidade e a própria mente. (…)

O fato de a religião não ter dado certo não significa que uma nova espiritualidade, baseada na consciência, também não vai dar certo.

Agora a visão de Leonard Mlodinow

Deepak acha que as explicações científicas são estéreis e reducionistas, que elas resumem a humanidade a uma simples coleções de átomos não muito diferentes de qualquer outro objeto no Universo. Mas o conhecimento científico não reduz nossa humanidade, assim como saber que nosso país é um entre muitos não reduz a avaliação que fazemos de nossa cultura nativa. Na verdade o contrário está mais próximo da verdade. (…)

Só os homens podem se envolver nos maravilhosos processos da razão e do pensamento chamados de ciência; só eles podem entender a si mesmos ou como o planeta chegou até aqui; só os seres humanos teriam como descobrir que somos formados por átomos. (…)

A promoção do bem e a inibição do mal fazem parte do papel das religiões organizadas. E foram essas empreitadas – e não a ciência – que em geral deixaram de cumprir o que prometeram.

Deu pra sentir o tamanho da fogueira? E eles colocam lenha em mais de trezentas páginas, debatendo assuntos como: como surgiu o Universo; o que é a vida; se Deus é ou não uma ilusão… e por aí vai. Eu estou fascinada e recomendo, pois se você defende um dos lados, vai sair mais convencido ainda do seu ponto de vista, mas também vai passar a respeitar o outro lado da moeda. E se você está em cima do muro, vai acabar pendendo para algum lado, com certeza! 😀

Boa leitura!

Namastê! Blessed be!

CHOPRA, Deepak & MLODINOW, Leonard. Ciência X Espiritualidade. Ed. Sextante. 2011

Leitura aleatória IV

Cada um deve olhar para seu interior e refletir se o que tem feito na vida é coerente com os ditames de sua razão, com tudo o que a natureza lhe proporcionou e acima de tudo se está agindo com os clamores da voz interior, da alma sintonizada com sentimentos nobres e pensamentos altruístas. Quando cada um age de acordo com seu dharma, toda a natureza age a seu favor, e, quando atua contra, o ser nada contra a correnteza.

(Livro Dharma: Harmonia Cósmica – Antonio Geraldo Buck; Mystic Editora; pg.53)

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Leitura aleatória III

Se você ou eu escolhermos alcançar o domínio, nosso objetivo espiritual encontrará um aliado físico. O cérebro humano, assim como o próprio Universo, corresponde ao que você espera dele, de acordo com suas mais profundas convicções. Então, por que não acreditar que seu cérebro é capaz de propiciar esse domínio? Se um sentido pode ser substituído por outro, se o cérebro pode curar a si mesmo e se novos caminhos neurais se desenvolvem quando a pessoa decide que isso é possível, há muito mais liberdade para nós do que qualquer um já imaginou.

(Deepak Chopra & Leonard Mlodinow – Ciência X Espiritualidade – pg. 213)

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Leitura aleatória II

O ato de abrir um livro ao acaso, me encanta. Vou tornar isso um hábito aqui no blog e uma vez por semana, vou postar a leitura, sem explicação, análise ou opinião, para que cada um tire suas próprias conclusões.

Segue a leitura de hoje, transcrita tal qual está no livro, que é de 1990:

O pensamento confuso que nos levou a acreditar que a felicidade é um direito ao invés de um objetivo engendrou uma idéia igualmente errônea, de que todo o sofrimento e perda são acontecimentos totalmente negativos, que devem ser evitados a todo custo. A justaposição destas duas atitudes cria inevitavelmente muito descontentamento, pois acreditamos que deveríamos ter coisas que não temos, e não apreciamos aquilo que temos.

A suposição de que felicidade é algo a que temos direito ajudou a produzir um vasto número de neuróticos, que procuram constantemente por algo que não podem definir. Inextrincavelmente entrelaçado a tal busca existe o medo do sofrimento, tão estupidificante que bloqueia o caminho de qualquer mudança, a qual poderia ao final das contas trazer alegrias. Tendo nivelado mudança com perda e perda com sofrimento, preferirão ficar presos em sua própria miséria, ao invés de alterar qualquer coisa. Este padrão desastroso se tornou tão enrustido em nossa sociedade, que dificilmente questionamos nossa falta de recursos para enfrentar o sofrimento, ou até mesmo para enfrentar as novas situações. Achamos muito natural que as pessoas façam tudo o que estiver a seu alcance para não enfrentar a dor, esquecendo que ensinamentos valiosos podem ser perdidos com tal atitude defensiva.

Apelar excessivamente ao sofrimento é outra questão a qual pode ocasionar muita destrutividade. Dela podem resultar facilmente tanto a depressão como alguma forma de vício. Alternativamente, a pessoa pode acabar se revestindo de uma concha impenetrável, ou então ficar tão abalada emocionalmente que levará muitos anos, talvez mesmo várias existências, para se recuperar.

(Lorna St. Aubyn – A nova Era, um guia para viver em um novo tempo – Ed. Roca – 1990; pg.72)

Blessed be! Namastê!