Leitura aleatória II

O ato de abrir um livro ao acaso, me encanta. Vou tornar isso um hábito aqui no blog e uma vez por semana, vou postar a leitura, sem explicação, análise ou opinião, para que cada um tire suas próprias conclusões.

Segue a leitura de hoje, transcrita tal qual está no livro, que é de 1990:

O pensamento confuso que nos levou a acreditar que a felicidade é um direito ao invés de um objetivo engendrou uma idéia igualmente errônea, de que todo o sofrimento e perda são acontecimentos totalmente negativos, que devem ser evitados a todo custo. A justaposição destas duas atitudes cria inevitavelmente muito descontentamento, pois acreditamos que deveríamos ter coisas que não temos, e não apreciamos aquilo que temos.

A suposição de que felicidade é algo a que temos direito ajudou a produzir um vasto número de neuróticos, que procuram constantemente por algo que não podem definir. Inextrincavelmente entrelaçado a tal busca existe o medo do sofrimento, tão estupidificante que bloqueia o caminho de qualquer mudança, a qual poderia ao final das contas trazer alegrias. Tendo nivelado mudança com perda e perda com sofrimento, preferirão ficar presos em sua própria miséria, ao invés de alterar qualquer coisa. Este padrão desastroso se tornou tão enrustido em nossa sociedade, que dificilmente questionamos nossa falta de recursos para enfrentar o sofrimento, ou até mesmo para enfrentar as novas situações. Achamos muito natural que as pessoas façam tudo o que estiver a seu alcance para não enfrentar a dor, esquecendo que ensinamentos valiosos podem ser perdidos com tal atitude defensiva.

Apelar excessivamente ao sofrimento é outra questão a qual pode ocasionar muita destrutividade. Dela podem resultar facilmente tanto a depressão como alguma forma de vício. Alternativamente, a pessoa pode acabar se revestindo de uma concha impenetrável, ou então ficar tão abalada emocionalmente que levará muitos anos, talvez mesmo várias existências, para se recuperar.

(Lorna St. Aubyn – A nova Era, um guia para viver em um novo tempo – Ed. Roca – 1990; pg.72)

Blessed be! Namastê!

Só Eu sou Eu

Conheci esta música hoje. Me apaixonei!

Ao contrário do que possa parecer, não é uma música egocêntrica. É sobre o quanto somos únicos, cada um de nós. Quando nos damos conta disso, passamos a nos dar mais valor, mas igualmente, passamos a dar valor ao outro, pois percebemos que o outro também é único. Cada ser nesse mundo têm suas particularidades, nosso DNA é único, não se repete, bem como a impressão digital. Percebem a beleza e a perfeição disso? Ninguém tem o mesmo DNA que eu. Ninguém tem as mesmas marquinhas no dedo que eu. Isso não é bárbaro?

Agora imagina a alma, o espírito!

Essa música resume tudo isso de uma jeito bem-humorado e cativante.

Blessed be! Namastê!

O mundo está ao contrário…

Desculpem, mas hoje acordei crítica! Porém, como espiritualista que sou, sei que nosso lado sombra (como falam os xamãs) faz parte de nós e deve ser notado. Assim, podemos usá-lo para uma ação benéfica. No meu caso, quero mudar mundo (desde criança) e vou mudá-lo, nem que seja na marra! Estou me juntando a outros que tem esse mesmo objetivo, quem sabe assim formamos uma legião.

Bom, como acordei com o lado sombra me acompanhando, fiquei procurando coisas para criticar, e achei. Duas “matérias” que provam que, como bem cantou nossa maravilhosa Cássia Eller, “o mundo está ao contrário e ninguém reparou”. Está Cássia, mas vamos tentar desvirá-lo.

Uma postagem, em um site de celebridades e afins, dizia o seguinte: “Fulana [uma celebridade] dispensa sutiã para ir ao show do suposto affair” [sim, isso era uma notícia]. Na legenda o seguinte comentário: “Look aprovado ou não”? Pasmem: uma centena de curtidas e comentários. Logo em seguida, rolando a timeline, em outro veículo de comunicação, uma matéria sobre a reação “anojada” das pessoas vendo uma mulher amamentar em público, com comentários do tipo: “Você precisa fazer isso aqui”? 😮 😮 😮

A culpa disso tudo é de quem mesmo? Nossa, é claro. São anos de valores trocados. São anos incentivando a exposição da beleza perfeita, da sexualidade como sendo sexo e apenas isso, dos corpos como objetos, de pessoas sendo idolatradas por suas belezas, do culto à celebridades. E ainda tem a religião e seus preceitos e dogmas, de que o natural é pecado, a mulher é um ser pecador desde a criação do mundo, o homem tem instintos animais que não consegue evitar, o corpo é carne, somos impuros porque nascemos do pecado e blá, blá, blá. Mas, como tudo o que é proibido é atraente, então alguns resolveram escancarar, e mostrar tudo como sendo sexo, sexual e livre. E as pessoas, privadas por anos do que é natural, começaram a consumir essa mídia sedutora, como animais no cio: fotos de celebridades ou não, nuas, que vazam pela internet, propagandas de cerveja com mulheres gostosas, clipes de música e shows com danças sensuais, antes só vistas em boates de striptease, cenas de sexo em novelas, antes mostradas em filmes que só eram vistos depois da meia-noite, etc . Dois extremos, e nenhum equilíbrio! E o mundo ficou ao contrário. Não sabemos mais distinguir natural de explícito, artístico de pornográfico, liberdade de falta de respeito e falta de bom senso. Ninguém mais sabe o que é o que. E nessa confusão, nem religião, nem psicologia, nem o sistema educacional sabem conduzir as pessoas ao eixo da normalidade. Por isso, ver os peitos insinuantes no decote da musa jovem que todos viram crescer diante das câmeras é mais bonito do que uma mãe amamentando um bebê!

Esse não é um discurso feminista. Nem sexista. É uma crítica aos erros de uma sociedade que perdeu o bom senso. Tem gente que acha lindo uma mulher dançando todos os dias na televisão, vestida apenas com tinta, para divulgar um evento e acha feio uma mãe dando de mamar; as duas são lindas, mas uma é exibicionismo e a outra é naturalidade, vamos aprender a diferença. Nunca divulgaram na mídia, como sendo feio e nunca tentaram criar uma lei para proibir homens que urinam em público, nos “cantinhos” das cidades e isso sim é feio. Ou as pessoas que cospem no chão; ou que jogam seus tocos de cigarro em qualquer lugar. Essas sim são atitudes nojentas. Amamentar não é nojento, e um momento de amor puro e verdadeiro. Pra mim, é o primeiro ato de amor mais lindo do mundo, o segundo é o abraço entre amigos verdadeiros, e o terceiro o beijo na boca entre pessoas que se amam.

Desde de pequena eu ouço meus avós dizendo: “Esse mundo tá de cabeça pra baixo mesmo”. Agora eu entendi. Precisamos mudar nosso modo de pensar, trocar a frequência da nossa mente, só assim o mundo vai desvirar. Senão, o Criador vai ter que fazer uma nova formatação, como fez no dilúvio, e dessa vez sem backup, que é pra não dar “zica” de novo.

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Leitura aleatória

Aquela prática de abrir um livro, aleatoriamente, e ler a mensagem…

Há situações em que nenhuma resposta ou explicação satisfaz. Nesses momentos a Vida parece perder o sentido. Ou alguém em desespero pede sua ajuda e você não sabe o que dizer ou o que fazer.

Quando você aceita plenamente que não sabe, desiste de lutar para encontrar a resposta usando o pensamento de sua mente limitada. Ao desistir, você permite que uma inteligência maior atue através de você. Até o pensamento pode se beneficiar com isso, pois a inteligência maior flui para dentro dele e o inspira.

Às vezes, entregar-se significa desistir de querer entender e sentir-se bem com o que você não sabe.

(Eckhart Tolle – O poder do silêncio)

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Um lugar especial

Sim, eu tenho um lugar especial que existiu fisicamente um dia, mas hoje não existe mais. Pelo menos não como o conheci. É um lugar da minha infância, que já não frequento mais a pelo menos uns quinze anos (ou mais). Mas esse lugar, a muito tempo, insistentemente, me aparece em sonhos. Em vários sonhos, eu morava lá. Sempre achei estranho, mas não parava para refletir sobre isso. Agora, com meu trabalho sobre sonhos e meditação, resolvi buscar explicação. Mas nem tudo tem explicação, ou pelo menos demora a surgir respostas. Você deve pensar, “ah Tai, é saudade, só isso”… sim, certamente sinto saudade, muita. Mas sinto saudade de muitos outros lugares da minha infância e que não ficam aparecendo pra mim em sonho repetitivo. Então resolvi fazer algo e compartilhar, porque tenho certeza que mais alguém vai querer experimentar.

Existem lugares, pessoas, animais com os quais criamos uma conexão muito forte, muitas vezes sem saber porquê. Sabemos que é algo energético e/ou espiritual… talvez não tenhamos essa consciência, mas sentimos que é mais do que gostar/amar.  E mesmo não os vendo mais, ainda sentimos a ligação por muito tempo. Às vezes, por uma vida toda. Por que isso acontece? As explicações são muitas, então cabe a cada um buscar em si a resposta mais plausível. Foi o que resolvi fazer, buscar uma resposta numa meditação com visualização, indo a esse lugar, o mais presente que pudesse ser/parecer. Mesmo que não encontrasse resposta nenhuma (e não encontrei, até o momento em que escrevi este post), pelo menos iria reviver o lugar. E isso, posso garantir agora: revivi aquele lugar de uma maneira muito intensa, que me fizeram ir as lágrimas até, não de tristeza, mas de emoção, como se estivesse lá mesmo, no lugar da minha infância, com todo o seu mistério, com seu cheiro, com suas cores, com suas texturas. Posso garantir que entrei em uma máquina do tempo naquela noite (quinta-feira, 14 de janeiro desse ano).

Para quem está curioso(a), o lugar era a casa de meus avós maternos, ambos já falecidos ainda na década de 90. Meu avô foi segurança da empresa de abastecimento de água (SAMAE) da cidade, no local onde existe a Estação de Tratamento de Água, chamado de Parque da Imprensa (não sei porque é esse o nome). Ele é um parque muito grande, com duas “piscinas” de água gigantes, muitas araucárias e várias árvores frutíferas. A empresa deu uma casa para meu avô nesse terreno, que foi um pouco afastada do prédio da empresa e das piscinas, mas depois foi transferida para bem mais perto, embaixo das araucárias. Meu avô se aposentou e continuou com a casa, considerada um bem vitalício. Na época, tudo era a céu aberto, não tinha sequer segurança ao redor das piscinas!!! Aliás, nada tinha muita segurança lá, eu e meus primos podemos garantir isso (risos). No prédio onde tinha eletricidade, que ficava fechado, sim, tinham grades e uma placa com aquela caveira na frente, que nos deixava fascinados! Mas o restante, estava ali, para nosso deleite (era isso o que nós, a parte infantil da família, pensava). Ao lado da casa tinha um campinho, sem árvores, de grama baixinha, muito comprido e largo, e nós o apelidamos de campinho, pois se jogava futebol lá, óbvio. Foram incluídos também o vôlei, o pega-pega, o caçador, estátua e todas as atividades que necessitavam de espaço ao ar livre. Nossa família é grande, sempre com muitas crianças, daquelas famílias que se reúnem todos os fins de semana na casa de alguém. Naquela época era na casa de meus avós. Todo o fim de semana era praticamente a mesma coisa. Íamos para lá na sexta-feira a noite, pois meus pais, avô e tios jogam canastra (tradição de anos). Sábado fazíamos alguma atividade no centro, como pagar contas, fazer compras, algum evento a noite… no domingo, almoço na casa da vó, e a tarde toda para brincar lá. Férias escolares ou feriados, quando não se viajava, passava lá. Eu e meus primos. Meu avô era um cara muito, muito bravo e controlador, mas tinha o costume de dormir a tarde, e também jogar carta em algum bar, então sempre que ele não estava por perto, ah… o lugar era nosso. Minha avó era uma santa, não reclamava de absolutamente nada, deixava a gente livre!

Na minha meditação vi o lugar do jeitinho que era: o portão de entrada, laranja e enferrujado, fechado por cadeado, rodeado por cercas de ambos os lados; ao passar pelo portão, as escadas de pedra com cinco degraus; olhando à esquerda, uma árvore com espinhos no tronco (não sei o nome dessa árvore, veja imagem) e um barranco alto que dava para o campinho; na frente e do lado direito muitos pinheiros (araucárias); uma leve descida para frente, com terra e grama, chegava-se a uma parte de terra batida, que estava sempre úmida, onde ficava a casa, velha, de madeira, com porta de madeira e trinco de ferro; a área da frente de alvenaria, com chão de pedra, toda fechada, onde ficava uma geladeira antiga no lado esquerdo, uma pia no centro e o banheiro no lado direito (de quem entra); entre a pia e a porta do banheiro, uma porta que entrava para a casa, na cozinha; lado esquerdo pia, fogão a gás, uma janela sobre o fogão que dava para ver as piscinas ao longe; no lado esquerdo um fogão a lenha, que estava sempre acesso, com uma chaleira em cima (mesmo no verão) e a mesa de refeições; na frente a porta de madeira que dava para o quarto dos meus avós, que arrastava no chão quando abria, deixando aquela marca eterna no assoalho e uma entrada com cortina para o quarto das minhas tias; foi construída uma parte a mais na casa (o famoso puxadinho), no lado esquerdo de quem entra, onde ficou a sala e o quarto de meu tio, o mais novo da família; estante com TV, vários enfeites e um rádio quadrado, do meu avô (tipo esse, só que era laranja), que ficava com ele encostado no ouvido sempre que estava passando futebol ou a “Voz do Brasil”, mesmo quando a TV estava ligada; aliás ele fazia uma coisa muito engraçada durante os jogos de futebol, assistia pela TV, com ela no mudo, e escutava o mesmo jogo no rádio, porque gostava mais da narração do rádio. Achava isso hilário! Atrás da casa, no porão, ficavam o tanque e um monte tralhas; o porão era de terra, sempre úmida como a da frente, muito escuro e cheio de aranhas e outros bichos; o varal pelo lado de fora; uma descida muito grande e uma rua de cascalho separava a casa do prédio da SAMAE; perto desse prédio tinha uma escada e uma jardim com um chafariz, que foi desativado no início dos anos 90, mas a estrutura continuou lá; atrás do prédio tinha uma estrutura com uma cano gigante, onde eu e meus primos caminhávamos sobre, nos momentos em que conseguíamos escapar de vista; ao lado do prédio, as piscinas, abertas, sem cercas ou portões, ou qualquer coisa que impedisse a entrada; apenas a recomendação “Se vocês foram lá, vão apanhar”. Apanhamos várias vezes, mas nunca caímos nas piscinas, até porque se tivéssemos caído, não ficaríamos vivos para apanhar! Na frente das piscinas, um terreno grande, com árvores e gramado, ia dar em outro terreno, com árvores que tinham folhas compridas (Salgueiro Chorão, igual essa), que dava para se balançar nelas, como o Tarzan; nesse local também tinham umas “ocas” (assim chamávamos), na verdade eram pilhas de pasto seco que o pessoal da limpeza do parque juntava e empilhava; ficava igual ocas indígenas; mais adiante um prédio redondo, com o tal portão e placa com caveira na frente, a antiga casa dos meus avós, completamente abandonada, que para nós era mal-assombrada, claro, e… nosso maior tesouro!!!! Só de lembrar, penso nas aventuras que passamos ali!!! Um depósito de canos inutilizados, de concreto, gigantes, empilhados… um monte de canos, com rachaduras, alguns quebrados, formavam um labirinto; era um perigo! E nós, crianças, amávamos! Perdi a conta de quantos castigos sofremos por causa desse lugar (risos e lágrimas). Toda vez que os adultos se distraiam, e com a desculpa de ir pegar amora e figo, nas árvores que tinham nesses terrenos, ou de ir se embalar nas árvores do Tarzan, fugíamos rapidinho para o lugar proibido. Imagina você, passar pelas ocas, pelas árvores do Tarza, pela placa com caveira escrito “Perigo”, pela casa mal-assombrada e chegar na pilha de canos de concreto gigantes, abandonados, cheios de teias de aranha… Quantos momentos!!!

Pois, revivi tudo isso, com a idade que estou agora (36), com o corpo que tenho agora, em Meditação. O lugar ainda existe, ainda é o centro de tratamento da água, mas a casa não mais; agora é só empresa, e o lugar está todo cercado e diferente; inclusive, em 2014, muitas árvores foram cortadas, deixando a comunidade indignada, mas a prefeitura emitiu uma nota/desculpa, justificando o corte; quase não passo mais lá na frente, porque me dói o coração ver aquele lugar tão diferente. Catar pinhão para assar no fogão a lenha; juntar grinfas para empilhar e fazer sapecada de pinhão; brincar no campinho; subir nas árvores, imaginando que eram naves; comer amora, figo, goiaba-do-mato e outras frutinhas; se balançar na árvore do Tarzan; caminhar e se esconder entre os canos de concreto; caminhar no meio das duas piscinas (essa parte só com adultos), para tirar foto; se esconder dentro do banheiro nos dias de temporal, imaginando os pinheiros caindo sobre a casa (até hoje tenho pesadelos com esses dias kkkk); abraçar os pinheiros e sentir o cheiro e a textura da casca do tronco; brincar de índio ao redor daqueles montes de pasto seco, se achando uma curandeira poderosa! Pois é, é só saudade, mas QUE SAUDADE!!!

Esse é meu lugar especial, e se quiserem visitar os seus, em meditação, segue um guia rápido de como eu fiz (me contem nos comentários sobre seus lugares especiais, se fizeram a meditação, como foi…):

  • Senta ou deita confortavelmente (de preferência, deitado)
  • Fecha os olhos e respira profundamente, mas sem forçar… presta atenção na tua respiração… inspira enchendo a barriga de ar, segura alguns segundos e expira… repete e vai sentindo o corpo relaxando e relaxando a cada respiração completa
  • Relaxa cada parte do seu corpo, começando pelos pés… pernas… quadril… abdômen… tórax… braços… mãos… pescoço… face… coluna… sinta o corpo pesado na cadeira ou sobre onde estiver deitado
  • Relaxa ainda mais… perceba se a menor parte do seu corpo está relaxada: dedos, olhos, ombros, língua…
  • Agora comece a visualizar uma luz, em sua frente, que está aumentando… aumentando… até ficar tudo iluminado a sua frente… você caminha tranquilamente nesse local iluminado até ver uma porta fechada…
  • Abra essa porta… e lá está o lugar que você quer ir… vá e não veja mais a porta, nem a luz… veja o lugar… o seu lugar especial… nos mínimos detalhes… você está nesse lugar… caminhe por ele calmamente, vendo e sentindo tudo que está ali…
  • Caminhe e fique nesse lugar o tempo que quiser
  • Depois que tiver explorado todo o lugar, e vivenciado ele, guarde-o em seu coração… sinta-se feliz… e comece a voltar… ele vai sumindo levemente… como uma névoa… se quiser pode visualizar a porta por onde entrou e voltar por ela… comece a perceber os sons atuais, do lugar em que estás (quarto, sala, casa)… ainda de olhos fechados, sinta as partes do corpo, as mesmas que sentiu relaxarem… sinta sua respiração, seu coração batendo… comece a mexer os dedos das mãos… as mãos… os pés… as pernas… vire a cabeça levemente de um lado para o outro… abra os olhos devagar… mexa seu corpo devagar… levante bem devagar… tome um copo de água… mesmo que esteja fazendo na cama, antes de dormir, faça isso de se mexer e tomar água, e só depois durma.
  • Mas tudo bem, se você dormiu durante a meditação, não tem problema, isso é super normal.

Vou tentar fazer um áudio dessa meditação, para guiar (dou aula de meditação guiada, presencial, e todos adoram) e postar no youtube ou soundcloud e quem tiver interesse me manda um e-mail solicitando que envio: tai.olisantos@gmail.com.

Espero que tenham gostado dessa viagem ao lugar especial.

Blessed be! Namastê!

Algumas fotos do lugar… descobri que tenho poucas fotos de lá,infelizmente, pelo menos aqui em casa, vou procurar na casa das tias, vê se encontro outras; as fotos são aquelas de família, bem engraçadas, então tudo bem, risos estão liberados 😀

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Documentário I Am

Olá queridos ciclamenses, quero compartilhar com vocês uma experiência que tive no dia do meu aniversário (e que foi um presente!). Assisti, por acaso, o documentário I Am – Você tem o poder de mudar o mundo, do conceituado diretor Tom Shadyac, neste final de semana e simplesmente fiquei de “boca-aberta”! É incrível! Mesmo!

Ele questiona o mundo em que estamos vivendo e nossa vida em geral, principalmente sobre  que estamos de fato fazendo aqui. Mas ele não fica apenas questionando, ele foi ao encontro de mentes pensantes da nossa era, de várias áreas: religião, ciência, medicina, poesia… para ajudá-lo a refletir.  As questões:

  • O que está errado no mundo?
  • O que podemos fazer sobre isso?

são os temas norteadores do filme, mas levam à muitas outras questões e reflexões. Acho que esse documentário vem ao encontro de todas as pessoas que de alguma forma estão despertando para a realidade e buscando criar outra, através de seu trabalho ou missão. Ou para aqueles que perceberam que necessitam mudar a si mesmos e só assim conseguirão mudar a vida a sua volta e dessa forma, provocar uma mudança no mundo, pois como é muito enfatizado no filme, nós somos parte de um todo, tudo e todos estamos interligados, não há separação, não há eu aqui e você lá, isso é ilusão de tempo/espaço que a física quântica está provando não existir, ou pelo menos, não como sempre acreditamos.

Uma das entrevistadas, Lynne McTaggart, diz que muitas das coisas que a espiritualidade oriental já sabia a milênios, os cientistas estão “descobrindo” agora. Fascinante! Sempre acreditei que um dia espiritualidade e ciência trabalhariam juntas.

Todos os convidados dão sua visão sobre o assunto, e todos são interessantes, mas as falas mais bonitas, na minha opinião, são de Desmond Tutu, arcebispo da África do Sul, Prêmio Nobel da Paz em 1984. No final do documentário, ele encerra com uma mensagem linda.

Infelizmente, não encontrei o filme na internet, ele foi retirado do You Tube, só tem o trailler, mas sei que tem no Netflix e tem também para comprar no ITunes e na Saraiva.

Só tenho mais uma coisa a dizer: assistam e tirem suas próprias conclusões!

Blessed be! Namastê!

 

Cadê Gentileza?

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Hoje vi uma cena que mais uma vez me fez pensar na palavra gentileza, e cá estou eu escrevendo sobre isso novamente. Mas não tem problema, é um assunto que merece ser repetido, e repetido, e repetido, espalhado, compartilhado, divulgado, porque esse mundo está precisando de gentileza.

A situação foi a seguinte: eu estava no ônibus, já devidamente sentadinha, nos últimos bancos, com minhas sacolas (uma delas enorme), fones de ouvido, cabelos ao vento, uma senhora no banco do lado; entra um rapaz, com um bebê no colo, mochila nas costas, o ônibus estava meio vazio, então percebi o ocorrido, ele não conseguia pegar o dinheiro para pagar, pediu para a cobradora deixá-lo passar, assim ele se resolveria; pensei, se eu estivesse lá na frente, perto dele, me ofereceria para pegar sua mochila e ajudá-lo, mas no meio do meu pensamento, ele sentou mais ou menos no meio do ônibus, com o bebê no colo, puxou a mochila, tirou a carteira e pegou o dinheiro, e pediu para uma mulher que estava sentada no banco a sua frente para fazer a gentileza de entregar para a cobradora, afinal o ônibus já estava em movimento (e aqui os motoristas de ônibus pensam que são pilotos de fórmula 1); a mulher, com a cara amarrada, fez, voltou, sentou, ele agradeceu, ela sequer olhou para ele, nem para esboçar um pequeno sorriso, fez aquilo de má vontade, mas enfim, fez!

Eu e minhas sacolas ficamos pensando: Poxa vida! Eu aqui, quase querendo passar por cima da senhora do meu lado, pra ajudar aquele cidadão que estava todo enrolado e a mulher a sua frente, que estava a apenas dois bancos da catraca, fez o gesto, mas sem a menor vontade, e ainda olhou para a moça que estava ao seu lado, com cara de indignada! Gente, cadê gentileza?

Gentileza é nada mais, nada menos que se colocar no lugar do outro. E é uma coisa muito, muito simples. Não requer grandes riquezas, nem muita inteligência, não requer especialização, nem pós-graduação. Só requer um pouco de tempo e um pouco de esforço; tudo bem, às vezes, dependendo do tamanho da gentileza, precisa-se de um pouco mais de tempo e esforço, ou até dinheiro, mas a maioria delas é muito simples.

Aquela senhora deve ter pensado: “Trouxa, devia ter pego o dinheiro antes de entrar no ônibus, eu teria feito isso”. Ok, ele deveria, mas não fez. E precisou de uma mãozinha, simples. E se fosse ela? Ah, ela não seria tão burra! Bom, mas e em outras situações? Imagina você, vindo da feira, cheia(o) de sacolas, e uma delas rasga, suas frutas rolando, que bom seria alguém correr atrás das suas laranjas e trazê-las pra você! Imagina você quase chegando no terminal e o ônibus chega, você tem que correr, que bom seria alguém ficar na porta e pedir para o motorista esperar uns segundinhos! Imagina você, quase atrasada(o), na hora do almoço, resolve pagar uma conta, mas encontra uma pequena fila na lotérica, você comenta com a pessoa que está na sua frente e essa pessoa, diz: Tudo bem, pode passar na minha frente, estou de férias, tenho a tarde toda! Aqueles minutinhos a menos salvam você de levar um “pito” do chefe. São muitas as situações que eu podia citar, mas o tema é o mesmo:

GEN-TI-LE-ZA.

Vamos pensar nas situações que passamos e que teria sido diferente se alguém tivesse feito uma pequena gentileza para nós. Façamos uma listinha e na próxima vez que virmos alguém todo enrolado com algo, não custa nada dar uma mãozinha amiga. Não custa nada, mas certamente receberemos um sorriso e um obrigado que vai valer a pena. E não podemos esquecer de nossa velha amiga Lei da Atração, recebemos mais daquilo de damos.

Bom fim de semana queridos ciclamenses!

Blessed be! Namastê!